
26 de fevereiro de 2010
Os bailaricos populares no Portugal urbano dos anos 50.

Havia-os por todo o lado, para todos os gostos e bolsos, desde os mais sofisticados bailes organizados por clubes recreativos e sociedades musicais, aos levados a cabo por grupos de vizinhos, abarcando um bairro, uma rua, por vezes até um pátio comum a várias habitações.
Os salões de baile das sociedades recreativas assumiram um protagonismo muito importante na ocupação do tempo livre e no divertimento da população. Mas, existiam formalidades e regras muito claras e definidas no respeito pelos usos e costumes:
- O espaço destinado ao baile era rectangular, formado por cadeiras onde apenas se sentavam as “damas”, delimitando a zona para dançar e um espaço para os homens, que, de pé, aguardavam a oportunidade de um Convite por parte de um cavalheiro ou galã : "A menina Dança?".
- As Donzelas eram acompanhadas por um familiar, que por gestos ou sinais consentia ou não a aceitação do convite e vigiava o comportamento do cavalheiro.
- As danças eram exclusivamente de pares, idealmente em sintonia. Era quase um delito vergonhoso, pisar o pé da parceira da dança e, por isso, os dançarinos mais hábeis faziam sucesso junto das damas.
- Se durante a dança o rapaz ousasse um "aperto" corria o risco de levar um estalo ou sofria a humilhação de ser abandonado no salão de dança.
- Um gramofone e uma rudimentar e nada “hi-fi” instalação sonora, transmitia os tangos, marchas, valsas, e ritmos sul-americanos, que os bailarinos procuravam dançar da melhor forma que sabiam.
- Geralmente, em cada sessão de baile, havia um animador ou director do clube que, em determinado momento, subia ao palco e anunciava a mais temida das frases por parte da malta “tesa” ( no sentido monetário do termo, entenda-se): “Damas ao bufete”. Nesse momento o cavalheiro deveria pagar uma bebida ou um bolo à donzela.
- Frequentemente a entrada para estes recintos era paga. O preço era o mínimo possível para custear as despesas da festa: electricidade, licença da autarquia e parte da decoração do recinto que tinha que ser comprada, porque tudo o restante, festões, grinaldas e balões de papel, era feito pelos vizinhos ou membros organizadores.
Tema:
Formas de Diversão
O Moço de Fretes

Nos finais dos anos 60 o Governo Civil já não passava novas licenças para a esta profissão.
25 de fevereiro de 2010
Postais Ilustrados
A propósito do tema dos postais ilustrados, vejam o blogue do projecto mencionado no artigo que lemos em Linguagem e Comunicação:
Imagem do primeiro postal ilustrado português, editado pelos Correios em 1894 por ocasião das comemorações do V Centenário do Nascimento do Infante D. Henrique.

24 de fevereiro de 2010
O Metro de Lisboa nasceu há 50 Anos!

Nesta 1ª fase, o Metro contava apenas com 11 estações para o percurso entre Restauradores -Entre Campos (feitos em apenas 8 minutos), destituindo assim a importância do velho eléctrico que subia vagarosamente a avenida da Liberdade.
A rede aberta ao público (cuja construção se iniciara em 1955) consistia numa linha em Y constituída por um outro troço Sete Rios (actualmente, Jardim Zoológico) – Rotunda (actualmente, Marquês de Pombal).
A estação do Rossio viria a ser inaugurado apenas em 1963.
O novo meio de transporte registou uma adesão em massa, tendo transportado no primeiro ano 15 milhões de passageiros.
Os primeiros autocarros nos Anos 40
Em 1944 foram inauguradas as primeiras carreiras de autocarros públicos na cidade de Lisboa.
Este facto deveu-se à Exposição do Mundo Português, que assinalou o 8º centenário da Fundação da Nacionalidade. Foram adquiridos 6 autocarros para reforçar o transporte de visitantes para o recinto da exposição em Belém.
Nas décadas de 50 e 60 registou-se um forte desinvestimento na rede de eléctricos, e o "amarelinho" de Lisboa perdeu a sua importância na dinâmica da cidade e entrou em decadência.
Almanaque das Senhoras
O "Almanaque das Senhoras para Portugal e Brasil" foi fundado em 1871 pela D.Guilhermina Torrezão, senhora da alta sociedade. Esta publicação,destinada a um público feminino, incluía muitas dicas sobre moda, culinária,etiqueta e outros conselhos úteis. Era uma publicação com muita aceitação por parte de todos. Em1909 teve a colaboração de D. Júlia Gusmão. O seu encerramento ocorreu em 1928. A sua sede estava situada na Rua Augusta nº44-54, onde hoje em dia se encontra uma loja de Artesanato. Em toda a zona circundante existiram várias outras publicações, tais como"O Século","Almanaque o Mundo",ou o"Ilustrado de a Capital, todos eles hoje extintos
Monumento aos Combatentes da Grande Guerra
A 9 de Abril de 1920,a propósito da efeméride da Batalha de La Lys, foi pensado um Monumento aos Mortos da Grande Guerra, para o qual foi formada uma comissão Nacional. A primeira pedra foi colocada exactamente três anos depois. A inauguração deu-se a 22 de Novembro de 1931, na presença das mais altas figuras do Estado e do Município.
O projecto é de Guilherme e Carlos de Andrade e a escultura(A Pátria a Coroar o Soldado) é de Maximiliano Alves
Convido-vos a passear por:

Para descobrir Lisboa antiga ... através de fotografias maravilhosas! Vão até:
www.orgb.net16.net/Lisboa%20Antiga.html
Merece a Vossa atenção!
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23 de fevereiro de 2010
Rua do Registo Civil
Convento do Carmo
O Convento do Carmo foi danificado pelo terramoto de 1755, passando depois a ser
quartel.
Em 1864, na igreja foi estabelecido o primeiro Museu Arqueológico em Portugal, sendo responsável pelo Museu Joaquim Possidónio da Silva, que na altura terá pedido ao rei a cedência das ruínas do edifício. Para a instalação da Associação dos Arquitectos civis e Arqueólogos Portugueses. Possidónio tinha como responsabilidade expandir e recolher o património arqueológico, histórico e arquitectónico na área de Lisboa e província. Apesar do trabalho notável desenvolvido, durante o Estado Novo o museu perdeu o seu prestígio.
Actualmente ainda se conserva o museu, apresentando uma colecção mais alargada do que na época, e até mesmo colecções e arte factos oriundos de outras partes do mundo.
Ao lado do Museu do Carmo, conserva-se também o quartel do Carmo um dos alvos, ocupado actualmente pela Guarda Nacional Republicana.
Texto elaborado no seguimento da visita à exposição Lisboa Republicana: roteiro patrimonial.

Em 1864, na igreja foi estabelecido o primeiro Museu Arqueológico em Portugal, sendo responsável pelo Museu Joaquim Possidónio da Silva, que na altura terá pedido ao rei a cedência das ruínas do edifício. Para a instalação da Associação dos Arquitectos civis e Arqueólogos Portugueses. Possidónio tinha como responsabilidade expandir e recolher o património arqueológico, histórico e arquitectónico na área de Lisboa e província. Apesar do trabalho notável desenvolvido, durante o Estado Novo o museu perdeu o seu prestígio.
Actualmente ainda se conserva o museu, apresentando uma colecção mais alargada do que na época, e até mesmo colecções e arte factos oriundos de outras partes do mundo.
Ao lado do Museu do Carmo, conserva-se também o quartel do Carmo um dos alvos, ocupado actualmente pela Guarda Nacional Republicana.
Texto elaborado no seguimento da visita à exposição Lisboa Republicana: roteiro patrimonial.
O Magalhães dos nossos avós !
Nos anos 50 os alunos da Instrução Primária em Portugal usavam a ardósia para os seus exercícios escolares.
Cinquenta e oito anos depois dos quadros de ardósia, chegou às salas de aulas do 1º ciclo do Ensino Básico o computador “Magalhães”!!
A Internet que nos anos 80 não existia é agora mais uma ferramenta que possibilita a comunicação e o conhecimento nas salas de aula, através do “Magalhães”.
Maria da Fonte

Resumo da entrega do catálogo da exposição Lisboa Republicana: Roteiro Patrimonial
Tema:
roteiro lisboeta
Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura
Era uma vez um rapazinho muito pedinchão, que pediu a mãe para ir ao cinema. Como se tinha portado mal, a mãe não queria deixá-lo ir. E o menino insistia, insistia, insistia…- Ó mãe deixa lá!- Não. - Disse a mãe já zangada. -Mas porquê? Eu até tive boas notas!- Pensa lá bem no que fizeste.O menino foi brincar, perecendo desistir do cinema. Passado um bom bocado, foi ter com a mãe de novo:- Ó mãe, eu queria tanto ir com os meus colegas ao cinema! Vá lá, vá lá, vá lá…O menino tanto insistiu e argumentou, que a mãe, farta de o ouvir, lá o deixou ir e até lhe deu dinheiro para o bilheteSe tivermos persistência, sempre podemos alcançar os nossos objectivos.
Armazéns Grandella
Os Armazéns Grandella eram propriedade do Sr. Francisco Grandella, que os inaugurou
no ano 1907, inspirando-se nos grandes armazéns de Paris e Londres. O edifício possuía 11 pisos a contar da rua do Ouro e 6 a contar da rua do Carmo e foi projectado pelo Arquitecto francês George Demay. Manteve-se um exemplo de comércio moderno, sendo frequentado por pessoas de alta sociedade. Na madrugada de 28 de Agosto de1988, deflagrou um grande incêndio nos vizinhos Armazéns do Chiado, causando o fim de ambos os estabelecimentos. Mais tarde o Grandella foi reconstruído, dando origem a lojas de comércio. Preservaram-se os símbolos do proprietário: o relógio, que continha num dos lados uma mulher (simbolizando a verdade) e no outro um homem (símbolo do comércio), e o seu lema ”E segue sempre o bom caminho”.

Texto elaborado no seguimento da visita à exposição Lisboa Republicana: roteiro patrimonial. Fotografia de Kurt Pinto, 28-08-1940, Arquivo Fotográfico Municipal
22 de fevereiro de 2010
A Escultura Do Adamastor

A Escultura do Adamastor, do autor Júlio Vaz Júnior, foi inaugurada a 10 de Junho de 1927, apesar de pensada na I República. Ilustra o tema do Adamastor de forma dramática, representando as dificuldades dos portugueses em passar o Cabo da Boa Esperança na Época dos Descobrimentos.
Localiza-se no miradouro de Santa Catarina, e apresenta numa lápide uma passagem do poema Carmoniano.
resumo da entrada do catálogo da exposição Lisboa Republicana: roteiro patrimonial Foto de Fernando Mortinez Pozal
Tema:
roteiro lisboeta
20 de fevereiro de 2010
Zé Povinho nasceu há 135 anos!
O Zé Povinho e a Maria Paciência (sua cara metade), são duas figuras simbolo do povo português, criadas e imortalizadas pelo caricaturista e ceramista Rafael Bordalo Pinheiro.

Zé Povinho (célebre pelo seu manguito), surgiu pela primeira vez em 1875, representando o português típico de outrora: barrigudo, amante do vinho e da açorda, trajado com calças remendadas e botas rotas, que vive oprimido, crítico e maldizente com a política e a economia capitalista.
Ficou inscrito na história da imprensa como um símbolo do jornalismo apaixonado, como alguém que está sempre do lado dos que não têm voz, nem poder.
O Zé Povinho foi utilizado várias vezes pela propaganda política republicana, de forma a mostrar como o regime monárquico sobrecarregava o Povo Português.
A inseparável Maria Paciência (cheia de paciência para aturar o seu pouco convencional "marido" o Zé Povinho), surgiu no jornal "Os Pontos nos ii",mas aí com o nome de A velha dos pontos nos ii.,, velha alfacinha alcoviteira, da qual todos nós partilhamos uma costela.
Também ela seria uma esposa resignada numa sociedade machista, com uma capacidade infindável para suportar vários males, incómodos e dificuldades (próprios da educação feminina incutida até aos anos 70 do século XX).
Descubra mais sobre estas duas interessantes personagens que permanecem actuais!!
Para ver, clicar:
Lisboa em postais antigos (anos 50, 60 e 70)
Não deixem de passear por: http://postaisportugal.canalblog.com/albums/region___lisboa/index.html
É fantástico!!
É fantástico!!
19 de fevereiro de 2010
Portugal dos Pequenitos faz 70 anos !
É ainda hoje um referencial histórico e pedagógico de muitas gerações.
Se há muitos anos não visita o Portugal dos Pequenitos, faça uma viagem no tempo até às origens dos nossos avós...
15 de fevereiro de 2010
Cine-Chiado Terrasse

O cinematógrafo foi uma grande invenção do século XX, tornando acessível um espaço de lazer a muitas pessoas por praticar preços baixos. Os espectáculos eram anunciados por uns carrinhos puxados por cavalos.O edifício do Chiado Terrasse abriu portas em Outubro de 1908. Terá sido o primeiro edifício contraído em Lisboa especificamente para este efeito, da Arq. Tertuliano de Lacerda Marques, por iniciativa do empresário Sabino de Sousa Júnior. Apesar da qualidade do edifício, este sofreu várias obras de ampliação, tendo em vista a apresentação de novas atracções. Hoje em dia, uma sucursal da Caixa Geral de Depósitos ocupa este edifício. O cinema continua a atrair público, mas as salas são mais pequenas a fim de poderem oferecer maior variedade.
Texto elaborado no seguimento da visita à exposição Lisboa Republicana: roteiro patrimonial. Fotografia de Joshua Benoliel, 1911, Arquivo Fotográfico Municipal
Tema:
roteiro lisboeta
10 de fevereiro de 2010
9 de fevereiro de 2010
Quando é velho o cão, se ladra é porque tem razão
Era uma vez um senhor, já de idade avançada, que, devido à sua experiencia de vida e profissional, era uma pessoa muito sábia. Por vezes, os mais novos da sua aldeia pediam-lhe conselhos sobre as mais variadas situações da vida.
O seu filho, que vivia na cidade, decidiu trazer o pai consigo para casa, pois preocupava-se por deixá-lo sozinho com tamanha idade. Um dia, o filho teve problemas no emprego, que começaram também a afectar o seu relacionamento familiar. O pai, ao perceber os problemas do filho, chamou-o e aconselho-o. O filho achou que o pai já era velho, que não percebia nada da vida moderna na cidade e não aceitou seus conselhos, ficando até aborrecido por o pai se estar a meter na sua vida. E cada vez mais o filho afundava-se nos seus problemas, sem ver soluções. O pai continuava a aconselhá-lo. Por fim, o filho, depois de tanta insistência do pai, resolveu seguir os seus conselhos. Alguns meses depois começou a ver os resultados positivos. Desde aí, o filho sempre que precisava de tomar uma decisão falava primeiro com o pai.
O seu filho, que vivia na cidade, decidiu trazer o pai consigo para casa, pois preocupava-se por deixá-lo sozinho com tamanha idade. Um dia, o filho teve problemas no emprego, que começaram também a afectar o seu relacionamento familiar. O pai, ao perceber os problemas do filho, chamou-o e aconselho-o. O filho achou que o pai já era velho, que não percebia nada da vida moderna na cidade e não aceitou seus conselhos, ficando até aborrecido por o pai se estar a meter na sua vida. E cada vez mais o filho afundava-se nos seus problemas, sem ver soluções. O pai continuava a aconselhá-lo. Por fim, o filho, depois de tanta insistência do pai, resolveu seguir os seus conselhos. Alguns meses depois começou a ver os resultados positivos. Desde aí, o filho sempre que precisava de tomar uma decisão falava primeiro com o pai.
[história elaborada pela Maria José a partir do provérbio popular de tradição portuguesa]
O namoro à antiga

Para namorar, uma menina em idade casadoira tinha de ter o consentimento dos pais. Para sair à rua, tinha de levar os irmãos mais novos para a acompanhar.
O namorado podia visitar a namorada em casa dos pais dela (nunca o contrário!). Ficavam sentados na presença dos pais e, quando se ia embora, os pais e a namorada acompanhavam-no à porta para se despedirem.
Por vezes, a menina ficava à janela a olhar para o seu namorado: era o namoro à janela. Também se trocavam bilhetes de amor.
Na altura dos bailes, os rapazes pediam aos pais se podiam dançar com as suas filhas. Os pais ficavam sempre de olho no parzinho!
De vez em quando, roubava-se um beijinho (chamavam-lhe um beijo roubado).
Era um namoro cheio de jogos, regras e respeito que deixam muitas saudades a quem o viveu.
[Arquivo Municipal Fotográfico de Lisboa: autor desconhecido, 19--]
8 de fevereiro de 2010
Bristol Club

O Bristol era publicado nos principais semanários com ilustrações apelativas. Lisboa viveu assim a febre dos anos 20 ao nível de outras capitais ocidentais, acompanhando as transformações dos hábitos.
resumo da entrada do catálogo da exposição
Lisboa Republicana: roteiro patrimonial
(Zé)
Tema:
roteiro lisboeta
Quanto mais alto se sobe, maior é a queda
Era uma vez um senhor muito ganancioso, que queria ser o director da empresa onde trabalhava. Não é que isso seja mau, mas o senhor, que se chamava José, era muito egoísta e passava por cima de tudo e de todos para conseguir o que queria. O senhor José fazia muitas trafulhices e enganava os colegas com mentiras, falsificava documentos só para parecer ser o melhor trabalhador.
No fim de algum tempo, o senhor José conseguiu chegar onde queria. Era finalmente o director da empresa. Todos os seus colegas estavam indignados com a subida do senhor director. Por este motivo, e desconfiados que algo de estranho se passava, estavam sempre atentos aos passos do senhor José.
Um dia, descobriram uma grande falcatrua, que denunciaram às autoridades. O senhor José não só foi despedido, como foi mesmo preso!
Tanto quis, que tudo perdeu!
Um dia, descobriram uma grande falcatrua, que denunciaram às autoridades. O senhor José não só foi despedido, como foi mesmo preso!
Tanto quis, que tudo perdeu!
[história elaborada pela Cristina a partir do provérbio popular de tradição portuguesa]
Sopeiras e Magalas

Sopeiras era o nome dado às raparigas que vinham da província trabalhar para a cidade como empregadas domésticas internas. Os tropas destacados nos quartéis em Lisboa eram conhecidos por Magalas. Em Lisboa, capital do pais e cidade com maior população, concentrava-se muitas sopeiras e magalas.
Os magalas costumavam andar atrás das sopeiras para as namorarem. Gostavam muito de passear no Parque Eduardo VII. Apesar de namorarem com qualquer tropa, as sopeiras preferiam os tropas graduados. Embora alguns destes namoros não fossem levados a sério, muitos acabariam em casamento.
Grão a grão enche a galinha o papo
D. Inês era muito pobre e preocupava-se muito se poderia ter, no dia seguinte, dinheiro para comprar os bens que necessitava. Como tal, todos os dias guardava uma pequena parte do pouco dinheiro que possuía.
Passados alguns anos, D. Inês resolveu contar o dinheiro que tinha guardado e, para sua grande admiração, percebeu que tinha economizado uma pequena fortuna. Muito feliz exclamou:
- Uau! A minha persistência valeu a pena e, depois de tantas privações, vou finalmente viver de forma desafogada. Quem sabe se não poderei fazer uma viagem para poder finalmente descansar!?
Moral da história: Com persistência e bom senso pode economizar-se um belo pé-de-meia.
Passados alguns anos, D. Inês resolveu contar o dinheiro que tinha guardado e, para sua grande admiração, percebeu que tinha economizado uma pequena fortuna. Muito feliz exclamou:
- Uau! A minha persistência valeu a pena e, depois de tantas privações, vou finalmente viver de forma desafogada. Quem sabe se não poderei fazer uma viagem para poder finalmente descansar!?
Moral da história: Com persistência e bom senso pode economizar-se um belo pé-de-meia.
[história elaborada pela Rosália a partir do provérbio popular de tradição portuguesa]
7 de fevereiro de 2010
Site
Muito engraçado para vêr anúncios/programas de TV e outros na televisão dos anos 70.
www//conta-mecomofoi.blogspot.com
www//conta-mecomofoi.blogspot.com
6 de fevereiro de 2010
5 de fevereiro de 2010
Há 60 anos atrás...
Na cama que farás, nela te deitarás
Certo dia, o António e a Maria decidiram ir à horta cultivar cada um as suas terras.
O António, cansado de esperar pela amiga, foi andando para preparar o seu cultivo. De tanto esperar, e já zangado, pensou com um sorriso matreiro: «A Maria vai pagá-las!»
Passado algum tempo, a Maria chegou finalmente ao pé do seu amigo e pediu-lhe desculpas pelo sucedido, explicando o motivo do seu atraso. Como habitual, e uma vez que não tinha furo de água, foi pedir ao António se lhe deixava regar o seu terreno. Então o António disse:
- Ora, ora, chegas tarde e a más horas, e ainda por cima com uma desculpa esfarrapada! Pensas que eu sou burro ou quê?!
A Maria, muito indignada, respondeu:
- Oh! António, não acredito no que estou a ouvir!!! Já lá vão 15 anos que nos conhecemos e estás a duvidar de mim!!!
E pensou: «Espera aí que já te apanho…»
Sentou-se a comer uma bucha. O António, que não tinha trazido nada e estava cheio de fome e sede, pediu à Maria:
- Oh! amiga Maria, não tens para aí uma bucha a mais?
A Maria respondeu:
- Oh! senhor António, agora já me conhece como sua amiga? - E rematou - Pois é, eu até tinha preparado uma merenda para nós, mas devido à sua arrogância e orgulho, vou comê-la sozinha!
Os actos praticados são por si julgados.
O António, cansado de esperar pela amiga, foi andando para preparar o seu cultivo. De tanto esperar, e já zangado, pensou com um sorriso matreiro: «A Maria vai pagá-las!»
Passado algum tempo, a Maria chegou finalmente ao pé do seu amigo e pediu-lhe desculpas pelo sucedido, explicando o motivo do seu atraso. Como habitual, e uma vez que não tinha furo de água, foi pedir ao António se lhe deixava regar o seu terreno. Então o António disse:
- Ora, ora, chegas tarde e a más horas, e ainda por cima com uma desculpa esfarrapada! Pensas que eu sou burro ou quê?!
A Maria, muito indignada, respondeu:
- Oh! António, não acredito no que estou a ouvir!!! Já lá vão 15 anos que nos conhecemos e estás a duvidar de mim!!!
E pensou: «Espera aí que já te apanho…»
Sentou-se a comer uma bucha. O António, que não tinha trazido nada e estava cheio de fome e sede, pediu à Maria:
- Oh! amiga Maria, não tens para aí uma bucha a mais?
A Maria respondeu:
- Oh! senhor António, agora já me conhece como sua amiga? - E rematou - Pois é, eu até tinha preparado uma merenda para nós, mas devido à sua arrogância e orgulho, vou comê-la sozinha!
Os actos praticados são por si julgados.
[história elaborada pela Ana a partir do provérbio popular de tradição portuguesa]
Garrafa kata ientra na jugu di pedra (garrafa não se mete em jogo de pedras)
Em Bissau, havia duas irmãs chamadas Luísa e Fátima. Eram muito próximas uma da outra e tinham sempre sido criadas juntas. Apesar disso, passavam o tempo a discutir por tudo e por nada, parecia que o mundo ia acabar.
A Fátima tinha uma amiga chamada Cláudia, que andava a par e passo dos problemas delas. Por fim deixou de falar com a Luísa, tomando partido da Fátima.
Um dia, os pais das duas irmãs resolveram apaziguar os problemas e conseguiram resolver a situação.
No dia seguinte, a Fátima e a Luísa saíram e foram para o Império passear. Ao longe, a Cláudia viu-as, todas alegres, e começou a chamar a sua amiga. A Fátima viu que era a Cláudia e continuou com a irmã como se não fosse nada com ela. A Cláudia aproximou-se e disse-lhe:
- Fátima! Era eu que estava a chamar-te.
A Fátima respondeu-lhe:
- Ouvi! Só que não respondi porque estou zangada contigo.
- Mas porquê?
- Porque tu não falas com a minha irmã!
A Cláudia ficou envergonhada, nem conseguia levantar-se os olhos do chão. Meteu-se na zanga das irmãs e acabou por se dar mal.
A Fátima tinha uma amiga chamada Cláudia, que andava a par e passo dos problemas delas. Por fim deixou de falar com a Luísa, tomando partido da Fátima.
Um dia, os pais das duas irmãs resolveram apaziguar os problemas e conseguiram resolver a situação.
No dia seguinte, a Fátima e a Luísa saíram e foram para o Império passear. Ao longe, a Cláudia viu-as, todas alegres, e começou a chamar a sua amiga. A Fátima viu que era a Cláudia e continuou com a irmã como se não fosse nada com ela. A Cláudia aproximou-se e disse-lhe:
- Fátima! Era eu que estava a chamar-te.
A Fátima respondeu-lhe:
- Ouvi! Só que não respondi porque estou zangada contigo.
- Mas porquê?
- Porque tu não falas com a minha irmã!
A Cláudia ficou envergonhada, nem conseguia levantar-se os olhos do chão. Meteu-se na zanga das irmãs e acabou por se dar mal.
[história elaborada pela Lídia a partir do provérbio popular de tradição guiniense]
Dun du caga ka ta sinti fedo si pe (quem tem chulé não sente o cheiro do próprio pé)
Era uma vez duas amigas que se encontravam sempre na rua, para tomarem café.
Um dia, a Maria convidou a Isabel para ir almoçar a sua casa.
Quando a Isabel chegou, deparou-se com uma casa toda desarrumada: as roupas espalhados no sofá, uma pilha de loiça por lavar, o caixote do lixo a transbordar, fruta bolorenta e cheia de moscas, até uma barata passeava no corredor.
A Isabel nem queria comer, tal era a porcaria. A Maria insistiu, não percebendo o que se estava a passar. Por fim, a Isabel exclamou:
- Ó Maria! Então tu queres que eu coma em pratos sujos?
A Maria respondeu-lhe:
- Isto limpa-se com guardanapos, não há mal nenhum.
A Isabel ficou tão impressionada que nem chegou a almoçar: voltou para casa e jurou nunca mais vou aceitar um convite da amiga.
Um dia, a Maria convidou a Isabel para ir almoçar a sua casa.
Quando a Isabel chegou, deparou-se com uma casa toda desarrumada: as roupas espalhados no sofá, uma pilha de loiça por lavar, o caixote do lixo a transbordar, fruta bolorenta e cheia de moscas, até uma barata passeava no corredor.
A Isabel nem queria comer, tal era a porcaria. A Maria insistiu, não percebendo o que se estava a passar. Por fim, a Isabel exclamou:
- Ó Maria! Então tu queres que eu coma em pratos sujos?
A Maria respondeu-lhe:
- Isto limpa-se com guardanapos, não há mal nenhum.
A Isabel ficou tão impressionada que nem chegou a almoçar: voltou para casa e jurou nunca mais vou aceitar um convite da amiga.
[história elaborada pela Elga a partir do provérbio popular de tradição guiniense]
Muito sabe o rato, mas mais sabe o gato
Certo dia, no ano de 1965, andava um navio de recrutas da Marinha de Guerra pelo alto mar.
Como costume na altura da recruta (sortes), os aspirantes a marinheiros identificavam-se entre eles pelo nome das suas aldeias, vilas ou cidades.
Vira-se o lisboeta para um alentejano:
- Ó Brinches, lá no Alentejo não tens mar?
- Não Alfacinha, não tenho mar, mas tenho rio, e sei nadar muito bem!
- Eu gostava de ver isso Brinches?
-Não é tarde nem é cedo, Alfacinha.
Outro recruta que estava com eles, também alentejano, vira-se para o Brinches e diz:
- Olha, tu vê lá, sabes que a gente está proibida de saltar borda fora do navio.
-Não te preocupes, Baleizão. Eu vou mostrar ao Alfacinha que nós, alentejanos sabemos nadar, e muito bem.
- Mas sabes que se infrigires as regras, vais uns dias para a prisão de castigo.
O Brinches não quis saber! Começou a despir-se para saltar borda fora enquanto diz para o Alfacinha:
- Alfacinha, agora vais ver se eu sei nadar ou não. E ainda te digo outra coisa: a água do rio é mais pesada e com mais corrente do que a do mar. Onde é que pensas que aprendi a nadar!?
O Brinches lá saltou borda fora e nadou, nadou, nadou.
O lisboeta ficou de boca aberta, assim como toda a tripulação do navio, por o Brinches saber nadar tão bem e ter tanta resistência física.
Clara que no fim o Brinches teve que passar uns dias na prisão como castigo. Mas mostrou ao alfacinha que não era por ser alentejano e não ter mar que não sabia nadar.
Como costume na altura da recruta (sortes), os aspirantes a marinheiros identificavam-se entre eles pelo nome das suas aldeias, vilas ou cidades.
Vira-se o lisboeta para um alentejano:
- Ó Brinches, lá no Alentejo não tens mar?
- Não Alfacinha, não tenho mar, mas tenho rio, e sei nadar muito bem!
- Eu gostava de ver isso Brinches?
-Não é tarde nem é cedo, Alfacinha.
Outro recruta que estava com eles, também alentejano, vira-se para o Brinches e diz:
- Olha, tu vê lá, sabes que a gente está proibida de saltar borda fora do navio.
-Não te preocupes, Baleizão. Eu vou mostrar ao Alfacinha que nós, alentejanos sabemos nadar, e muito bem.
- Mas sabes que se infrigires as regras, vais uns dias para a prisão de castigo.
O Brinches não quis saber! Começou a despir-se para saltar borda fora enquanto diz para o Alfacinha:
- Alfacinha, agora vais ver se eu sei nadar ou não. E ainda te digo outra coisa: a água do rio é mais pesada e com mais corrente do que a do mar. Onde é que pensas que aprendi a nadar!?
O Brinches lá saltou borda fora e nadou, nadou, nadou.
O lisboeta ficou de boca aberta, assim como toda a tripulação do navio, por o Brinches saber nadar tão bem e ter tanta resistência física.
Clara que no fim o Brinches teve que passar uns dias na prisão como castigo. Mas mostrou ao alfacinha que não era por ser alentejano e não ter mar que não sabia nadar.
[história baseada em factos verídicos lembrada pela Zulmira a propósito do provérbio popular de tradição portuguesa]
Tão ladrão é o que vai a horta, como o que fica à porta
Um dia, na praia de Governador em São Tomé, a D. Aninhas chegou à casa onde vivia com os seus três filhos e encontrou o cântaro partido.
D. Aninhas ficou muito aborrecida e aflita porque precisava do cântaro para ir buscar água ou vinho da palma.
Chamou os seus filhos e perguntou:
- Quem é que partiu o cântaro?
O filho mais velho, que tinha estado a brincar com o cântaro e sem querer o tinha partido, respondeu à mãe:
- Não sei, apareceu assim partido.
A mãe fez a mesma pergunta aos outros dois meninos, que tinham assistido ao acontecimento.
- Ah, também não sabemos! - responderam eles.
- Ninguém entrou aqui em casa. Quando eu saí, o cântaro estava inteiro, agora chego e encontro-o partido. Quem é que sabe o que aconteceu?
- Não sabemos… - responderam os três com ar de caso.
- Se ninguém se acusa ficam todos de castigo. Já percebi que os três sabem quem foi e por isso considero os três culpados.
D. Aninhas ficou muito aborrecida e aflita porque precisava do cântaro para ir buscar água ou vinho da palma.
Chamou os seus filhos e perguntou:
- Quem é que partiu o cântaro?
O filho mais velho, que tinha estado a brincar com o cântaro e sem querer o tinha partido, respondeu à mãe:
- Não sei, apareceu assim partido.
A mãe fez a mesma pergunta aos outros dois meninos, que tinham assistido ao acontecimento.
- Ah, também não sabemos! - responderam eles.
- Ninguém entrou aqui em casa. Quando eu saí, o cântaro estava inteiro, agora chego e encontro-o partido. Quem é que sabe o que aconteceu?
- Não sabemos… - responderam os três com ar de caso.
- Se ninguém se acusa ficam todos de castigo. Já percebi que os três sabem quem foi e por isso considero os três culpados.
[história elaborada pela Ruthe a partir do provérbio popular de tradição portuguesa]
Vão-se os anéis, ficam os dedos
Era uma vez a família Silva, pessoas simples e trabalhadoras que viviam no campo e de tudo o que podiam aproveitar da natureza faziam uso.
O Sr. José era lenhador, a Dona Maria cuidava dos animais e fazia costura para ganhar algum dinheiro extra. Aos poucos, a família Silva conseguiu amealhar algumas poupanças.
Decidiram então expandir o negócio do Sr. José e abriram uma serração. O negócio corria bem, estavam felizes, continuavam a ser pessoas simples, trabalhadoras e amigas dos seus amigos.
Por mal dos males, veio uma rasteira da vida. Houve um incêndio e o Sr. José ficou com a serração destruída. A família Silva não sabia o que poderia fazer para recuperar deste abalo.
A Dona Maria, que era uma mulher optimista, disse ao seu marido:
- Deixe lá, ainda temos as matas, vamos por mãos à obra e recomeçar tudo de novo. Quem sabe se não vai ser uma serração ainda melhor do que a que tínhamos?
Podemos perder os bens materiais mas, se ainda tivermos força para continuar, é sempre possível recuperar.
O Sr. José era lenhador, a Dona Maria cuidava dos animais e fazia costura para ganhar algum dinheiro extra. Aos poucos, a família Silva conseguiu amealhar algumas poupanças.
Decidiram então expandir o negócio do Sr. José e abriram uma serração. O negócio corria bem, estavam felizes, continuavam a ser pessoas simples, trabalhadoras e amigas dos seus amigos.
Por mal dos males, veio uma rasteira da vida. Houve um incêndio e o Sr. José ficou com a serração destruída. A família Silva não sabia o que poderia fazer para recuperar deste abalo.
A Dona Maria, que era uma mulher optimista, disse ao seu marido:
- Deixe lá, ainda temos as matas, vamos por mãos à obra e recomeçar tudo de novo. Quem sabe se não vai ser uma serração ainda melhor do que a que tínhamos?
Podemos perder os bens materiais mas, se ainda tivermos força para continuar, é sempre possível recuperar.
[história elaborada pela Rute a partir do provérbio popular de tradição portuguesa]
Novos trava-línguas
Inventámos novos trava-línguas.
Vejam lá se conseguem dizer estes, depressa e bem!!
Vejam lá se conseguem dizer estes, depressa e bem!!
«Um dia parti, sem ter de partir. Parti porque perdi. Pedi por ti, porque por ti perdi a parte que parti da parte que parti de ti.» (Rute)
«A Rosa tem uma rosa que roça na roda da roça da Rosa. A roda, de tanto a rosa roçar, roçou a rosa da Rosa, que deixou de ser rosada porque a roda deixou a rosa roçada.» (Ana)
«Parti da ponte, perto da partida, pregando pregos na porta por partir perdida.» (Ruthe)
«Amar-te é ir a Marte, mas como a Marte não vou, amar-te é uma forma de arte e chamar-te Marta é uma prova da arte de amar-te.» (Rosália)
«Amaria a Maria e nunca faltaria à Maria se eu lhe falasse um dia.» (Rosália)
«Vê lá se a bela não queima a bela vela! Se a bela vela fugir à bela, pode velejar. Se a bela a vela queimar, a bela vela vamos velar.» (Lídia)
«O Costa foi às costas do Costa até à costa. Na costa, o Costa não gosta do Costa às costas. Dá costas ao Costa e à costa e já gosta.» (Elga)
«Na Era em que era, uma hera por lá havia. Mas como era uma hera, não sabia qual era a Era.» (Zulmira)
«O Pato ficou sem pena, porque a pena era o pato ficar sem pena. Daí que a pena da pena do pato, era o pato ficar sem pena.» (Zulmira)
«Se a pedra se partiu, alguém a partiu. Foi o mestre que a partiu e da pedra a obra surgiu.» (Zé)
«A Rosa tem uma rosa que roça na roda da roça da Rosa. A roda, de tanto a rosa roçar, roçou a rosa da Rosa, que deixou de ser rosada porque a roda deixou a rosa roçada.» (Ana)
«Parti da ponte, perto da partida, pregando pregos na porta por partir perdida.» (Ruthe)
«Amar-te é ir a Marte, mas como a Marte não vou, amar-te é uma forma de arte e chamar-te Marta é uma prova da arte de amar-te.» (Rosália)
«Amaria a Maria e nunca faltaria à Maria se eu lhe falasse um dia.» (Rosália)
«Vê lá se a bela não queima a bela vela! Se a bela vela fugir à bela, pode velejar. Se a bela a vela queimar, a bela vela vamos velar.» (Lídia)
«O Costa foi às costas do Costa até à costa. Na costa, o Costa não gosta do Costa às costas. Dá costas ao Costa e à costa e já gosta.» (Elga)
«Na Era em que era, uma hera por lá havia. Mas como era uma hera, não sabia qual era a Era.» (Zulmira)
«O Pato ficou sem pena, porque a pena era o pato ficar sem pena. Daí que a pena da pena do pato, era o pato ficar sem pena.» (Zulmira)
«Se a pedra se partiu, alguém a partiu. Foi o mestre que a partiu e da pedra a obra surgiu.» (Zé)
«Dobrei dobrada sentada na borda da dobra adornada» (Cristina)
Trava-línguas
Os trava-línguas são frases ou sequências de palavras, geralmente de autor desconhecido, criadas com objectivo lúdico. Apresentam-se como um desafio de articulação oral para quem as tenta pronunciar, pois recorrem a efeitos de aliteração fonética (repetindo o mesmo som) ou jogam com vocábulos semelhantes. Devem ser enunciadas rapidamente e sem enganos.
Experimente dizer um destes trava-línguas de tradição portuguesa:
Experimente dizer um destes trava-línguas de tradição portuguesa:
«Rebola bola, você diz que dá, que dá, você diz que dá na bola, mas você na bola não dá. Rebola bola, você diz que dá, que deu, você diz que deu na bola, mas você na bola não deu.»
«Um dia fui a Belas para ver como eram belas, mas em Belas, belas não há.»
«O tempo pergunta ao tempo quanto tempo o tempo tem. O tempo responde ao tempo que o tempo tem tanto tempo quanto tempo o tempo tem»
«O rato roeu a rolha da garrafa do rei da Rússia.»
«Pedro pintor pintava o prédio para o Presidente. Pincel partiu, pintura parou.»
«Mário Mora foi a Mora, com tenção de ir embora, mas como em Mora demora, diz um amigo do Mora: "Então, agora o Mora mora em Mora?" "Mora, mora!"»
Conseguiu? E este trava-língua guiniense?
«Se vaivem fosse e viesse, vaivem ía. Mas como vaivem vai e não vem, vaivem já não vai.»
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