Bem Vindos

Olá!

Queremos dar as boas vindas a todos os visitantes.

Somos um grupo de formandas e formadores do curso de Educação e Formação de Adultos - Agente em Geriatria e vamos aqui apresentar o nosso tema de vida “Conta-me como era…”.

Estamos a realizar uma pesquisa sobre variadíssimos temas do século XX, incluindo o quotidiano, a vida familiar, a saúde e os acontecimentos nacionais e internacionais mais marcantes.

No final vamos apresentar uma dramatização sobre este tema, onde iremos reviver a vida nas ruas da Lisboa antiga. Convidamos todos os interessados a comentar.

Contem-nos como era e acompanhem-nos nesta viagem ao passado no comboio da saudade!

Estamos a fazê-lo com todo o gosto, esperamos que se divirtam.

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24 de abril de 2010

Candeeiro Tradicional de Rua

Os tradicionais candeeiros de rua fazem parte da história e do futuro dos lisboetas... estão para ficar! Lá estão eles altos e majestosos, compondo a paisagem citadina com a sua rara beleza!
Quem se passeia pelas ruas de Lisboa pode encontrar 2 tipos de candeeiros de rua:
- O candeeiro à moda antiga (estrutura de metal presa nas fachadas dos edifícios);
- O de estrutura vertical (tipologia mais moderna).

Lembramos que a inauguração da iluminação pública eléctrica na cidade de Lisboa ocorreu em Outubro de 1878. O rei D. Luís ofereceu à Câmara Municipal de Lisboa seis candeeiros de lâmpadas, que tinham sido utilizados a 28 de Setembro desse ano, pela primeira vez, na Cidadela de Cascais, por ocasião das festas de aniversário do príncipe D. Carlos.

23 de abril de 2010

Ginjinha Sem Rival

A afamada Ginginha é um ponto "obrigatório" para todos os que visitam a cidade de Lisboa!
Com "elas" ou sem "elas", é um ritual muito popular entre os Lisboetas há mais de 150 anos!

Existem 3 casas especializadas na ginginha, outra imagem de marca da nossa cidade, todas na zona do Rossio. Contudo, a "Ginginha sem Rival" (Rua das Portas de Santo Antão) e a "Ginjinha Espinheira" (Largo de São Domingos) são as mais antigas da cidade, fundadas no séc. XIX.

Não passam de moda e cativam cada vez mais adeptos!! Todos a provam pelo menos uma vez na vida!

21 de abril de 2010

As escadinhas de Lisboa

Lisboa, cidade de vielas e betesgas, está repleta das mais pitorescas escadinhas, como nenhuma outra cidade! Os seus estreitos degraus suavizam as caminhadas por ladeiras ingrimes.


Ontem, Hoje e Amanhã as escadinhas de Lisboa são e serão uma das mais sólidas imagens de marca da cidade!


Lisboa antiga (Bairro da Bica)


O Século Ilustrado, Outubro 1947, por Manuel Martinho, ilustração de António Mendes.

16 de março de 2010

Parque Mayer

O Parque Mayer abriu em 15 de Junho de 1922, com várias diversões, na Avenida da liberdade nos antigos jardins ao palacete homónimo. Mais tarde inauguraram os teatros Maria Vitoria, Variedades e o Capitólio.
O teatro de revista popularizou-se, embora tivesse a concorrência do cinema e do jazz enquanto atracção dos tempos livres.

Resumo da entrega do catálogo da exposição Lisboa Republicana: Roteiro Patrimonial. Fotografia de Joshua Benoliel, entre o ano 1873-1932, Arquivo Fotográfico Municipal.

Tiro e Sport

“ Tiro e Sport ” era uma revista quinzenal de Educação Física e de actualidades publicada entre 1904 e 1913, que dava continuidade a outras duas revistas: “ O tiro Civil ” e a “ Revista de Sport”.
O seu director era Anselmo de Sousa, que contou com a colaboração de jornalistas como Pinto da Cunha, Eduardo de Noronha e Sena Cardoso.
Com a república, o desporto passou de passatempo fidalgo a diversão popular, destacando-se dois fenómenos de popularidade: O futebol e o Ciclismo.
O “Tiro e Sport” realçaram neste meio a par de outras revistas também importantes, como a “Ilustração Sportiva”

Texto elaborado no seguimento da visita á exposição Lisboa Republicana: Roteiro Patrimonial.

2 de março de 2010

Barbearia salão de moda

Uma nova visão politica popularizou o desejo da beleza e de seguir a moda, á medida que a qualidade de vida vai melhorando.
No final do século XIX, multiplicam-se as barbearias em Lisboa, mostrando o interesse dos homens pela sua aparência. A barbearia salão de moda era ponto de passagem obrigatório, também para o convívio. O barbeiro era uma pessoa reconhecida e de confiança.

Resumo da entrega do catálogo da exposição Lisboa Republicana: Roteiro Patrimonial. Fotografia de Joshua Benoliel , entre o ano 1873-1932, Arquivo Fotográfico Municipal.

Café Chave D’Ouro

O café chave D’ouro foi fundado em 1916 e conquistou a preferência da classe politica.
Nas décadas de 40 e 50, O Chave D’ouro fazia parte do quotidiano dos intelectuais e oposicionistas ao regime de Salazar. Ai se realizou a conferência de imprensa que lançou a candidatura de Humberto Delgado, em Maio de 1958.
Salazar mandou fechar o café no ano seguinte, pois acreditava que este era um centro de “ódio e dissolução. Apesar de o Chave D’ouro ter desaparecido, a tradição dos cafés como ponto de encontro dos Lisboetas tem-se mantido ao longo dos tempos.

Texto elaborado no seguimento da visita à exposição Lisboa Republicana: Roteiro Patrimonial. Fotografia de Kurt Pinto , no ano 1940, Arquivo Fotográfico Municipal.

A Feira da Luz

A Feira da Luz ainda hoje se realiza em Setembro no mesmo local.
As Feiras fazem parte das tradições rurais que as classes polares tentavam reproduzir para promover o convívios, o lazer e o comércios, localizando-se geralmente nos arredores da Cidade.
Em 1910 já poucas existiam, sendo substituídos por um novo tipo de feira, que dará a origem á feira Popular: Feira de Agosto, mais sofisticado.

Resumo de entrega do catálogo da exposição Lisboa Republicana: Roteiro Patrimonial.

A Rua Garrett


Mapa de Localização e Transportes

Conquistou a sua fama ao longo do século XIX, sendo uma zona de passeio e de comércio para classe média e alta.
Aí se localizavam vários casas de comércio, entre elas Gardénia, Pompadour, Jerónimos Martins (charcutaria), Eduardo Martins(tecidos), e a Livraria Bertrand, atracões Lisboetas.
Era também um ponto de encontro onde as senhoras exibiam a sua elegância.
A Rua Garrett continua a ser muito frequentada hoje, principalmente por turistas que ainda podem fazer compras nesta zona, ao som de animados artistas de Rua.

Texto elaborado no seguimento da visita à exposição Lisboa Republicana: Roteiro Patrimonial. Fotografia de Armando Seródio, no ano 1963,Arquivo Fotográfico Municipal.

A estação do Rossio


Na estação do Rossio tiveram lugar vários acontecimentos.
Em 1907, uma concorrida manifestação contra o ditador João Franco; na revolução de 1910 foi defendida pela Guarda-fiscal enquanto ponto estratégico; através do Túnel, chegaram militares Republicano. Era da Estação do Rossio que chegava e partia quem viajava para o país e estrangeiro. Aqui foi morto o Presidente da República Sidónio Pais.

Resumo da entrega do catálogo da exposição Lisboa Republicana: Roteiro Patrimonial. Fotografia de Manuel Tavares, no ano 1949, Arquivo Fotográfico Municipal.

A livraria Bertrand


A livraria Bertrand na Rua Garrett foi inaugurada em 1773 por iniciativa de Jean Joseph Bertrand . Este livreiro Francês tinha já fundado a primeira livraria Bertrand com o irmão, Pierre, em 1732. No entanto, com o terramoto de 1755, o irmão decidiu abandonar o negócio e Jean Joseph tomou para si a tarefa de o fazer renascer. Graças a sua perseverança, a Livraria da Rua Garrett alcançou grande sucesso. Nos dias de hoje já se encontram Livrarias Bertrand por todo o país.
A casa mãe em Lisboa passou a ser frequentada por turistas e não só.

Texto elaborado no seguimento da visita à Lisboa Republicana: roteiro patrimonial.

24 de fevereiro de 2010

Almanaque das Senhoras

O "Almanaque das Senhoras para Portugal e Brasil" foi fundado em 1871 pela D.Guilhermina Torrezão, senhora da alta sociedade. Esta publicação,destinada a um público feminino, incluía muitas dicas sobre moda, culinária,etiqueta e outros conselhos úteis. Era uma publicação com muita aceitação por parte de todos. Em1909 teve a colaboração de D. Júlia Gusmão. O seu encerramento ocorreu em 1928. A sua sede estava situada na Rua Augusta nº44-54, onde hoje em dia se encontra uma loja de Artesanato. Em toda a zona circundante existiram várias outras publicações, tais como"O Século","Almanaque o Mundo",ou o"Ilustrado de a Capital, todos eles hoje extintosStrawberry World Lisbon

Monumento aos Combatentes da Grande Guerra

A 9 de Abril de 1920,a propósito da efeméride da Batalha de La Lys, foi pensado um Monumento aos Mortos da Grande Guerra, para o qual foi formada uma comissão Nacional. A primeira pedra foi colocada exactamente três anos depois. A inauguração deu-se a 22 de Novembro de 1931, na presença das mais altas figuras do Estado e do Município.
O projecto é de Guilherme e Carlos de Andrade e a escultura(A Pátria a Coroar o Soldado) é de Maximiliano Alves


Monumento Comemorativo aos Mortos da Grande Guerra
 

23 de fevereiro de 2010

Rua do Registo Civil


O Registo Civil foi instituído em 1876,em substituição do paroquial, forçoso até 1910.
Pelo seu carácter laico e cívico, tornou-se uma das mais conhecidas e interventivas associações republicanas.

Resumo da entrega do catálogo da exposição Lisboa Republicana:
Roteiro Patrimonial

Convento do Carmo


O Convento do Carmo foi danificado pelo terramoto de 1755, passando depois a ser quartel.
Em 1864, na igreja foi estabelecido o primeiro Museu Arqueológico em Portugal, sendo responsável pelo Museu Joaquim Possidónio da Silva, que na altura terá pedido ao rei a cedência das ruínas do edifício. Para a instalação da Associação dos Arquitectos civis e Arqueólogos Portugueses. Possidónio tinha como responsabilidade expandir e recolher o património arqueológico, histórico e arquitectónico na área de Lisboa e província. Apesar do trabalho notável desenvolvido, durante o Estado Novo o museu perdeu o seu prestígio.
Actualmente ainda se conserva o museu, apresentando uma colecção mais alargada do que na época, e até mesmo colecções e arte factos oriundos de outras partes do mundo.
Ao lado do Museu do Carmo, conserva-se também o quartel do Carmo um dos alvos, ocupado actualmente pela Guarda Nacional Republicana.

Texto elaborado no seguimento da visita à exposição Lisboa Republicana: roteiro patrimonial.

Maria da Fonte

A escultura “Maria da Fonte” foi inaugurada a 15 de Setembro de 1920 para celebrar o “centenário da proclamação do regime liberal”, assinalando a revolta popular que se alargou por todo o país, conhecida por “Guerra da Patuleia”, motivada pela proibição dos enterros nas igrejas. Nesta escultura, Costa Mota, evoca o “movimento popular libertador”.

Resumo da entrega do catálogo da exposição Lisboa Republicana: Roteiro Patrimonial


Armazéns Grandella

Os Armazéns Grandella eram propriedade do Sr. Francisco Grandella, que os inaugurou no ano 1907, inspirando-se nos grandes armazéns de Paris e Londres. O edifício possuía 11 pisos a contar da rua do Ouro e 6 a contar da rua do Carmo e foi projectado pelo Arquitecto francês George Demay. Manteve-se um exemplo de comércio moderno, sendo frequentado por pessoas de alta sociedade. Na madrugada de 28 de Agosto de1988, deflagrou um grande incêndio nos vizinhos Armazéns do Chiado, causando o fim de ambos os estabelecimentos. Mais tarde o Grandella foi reconstruído, dando origem a lojas de comércio. Preservaram-se os símbolos do proprietário: o relógio, que continha num dos lados uma mulher (simbolizando a verdade) e no outro um homem (símbolo do comércio), e o seu lema ”E segue sempre o bom caminho”.

Texto elaborado no seguimento da visita à exposição Lisboa Republicana: roteiro patrimonial. Fotografia de Kurt Pinto, 28-08-1940, Arquivo Fotográfico Municipal

22 de fevereiro de 2010

A Escultura Do Adamastor



A Escultura do Adamastor, do autor Júlio Vaz Júnior, foi inaugurada a 10 de Junho de 1927, apesar de pensada na I República. Ilustra o tema do Adamastor de forma dramática, representando as dificuldades dos portugueses em passar o Cabo da Boa Esperança na Época dos Descobrimentos.


Localiza-se no miradouro de Santa Catarina, e apresenta numa lápide uma passagem do poema Carmoniano.

resumo da entrada do catálogo da exposição Lisboa Republicana: roteiro patrimonial Foto de Fernando Mortinez Pozal

15 de fevereiro de 2010

Cine-Chiado Terrasse


O cinematógrafo foi uma grande invenção do século XX, tornando acessível um espaço de lazer a muitas pessoas por praticar preços baixos. Os espectáculos eram anunciados por uns carrinhos puxados por cavalos.O edifício do Chiado Terrasse abriu portas em Outubro de 1908. Terá sido o primeiro edifício contraído em Lisboa especificamente para este efeito, da Arq. Tertuliano de Lacerda Marques, por iniciativa do empresário Sabino de Sousa Júnior. Apesar da qualidade do edifício, este sofreu várias obras de ampliação, tendo em vista a apresentação de novas atracções. Hoje em dia, uma sucursal da Caixa Geral de Depósitos ocupa este edifício. O cinema continua a atrair público, mas as salas são mais pequenas a fim de poderem oferecer maior variedade.

Texto elaborado no seguimento da visita à exposição Lisboa Republicana: roteiro patrimonial. Fotografia de Joshua Benoliel, 1911, Arquivo Fotográfico Municipal

8 de fevereiro de 2010

Bristol Club

Em Março de 1918, inaugurou o maior e mais concorrido night-club lisboeta. A sua clientela era atraída pelo luxo e animação, mas também pelos excessos que aí se praticavam, como o consumo de cocaína.
O Bristol era publicado nos principais semanários com ilustrações apelativas. Lisboa viveu assim a febre dos anos 20 ao nível de outras capitais ocidentais, acompanhando as transformações dos hábitos.

resumo da entrada do catálogo da exposição
Lisboa Republicana: roteiro patrimonial

(Zé)