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Olá!

Queremos dar as boas vindas a todos os visitantes.

Somos um grupo de formandas e formadores do curso de Educação e Formação de Adultos - Agente em Geriatria e vamos aqui apresentar o nosso tema de vida “Conta-me como era…”.

Estamos a realizar uma pesquisa sobre variadíssimos temas do século XX, incluindo o quotidiano, a vida familiar, a saúde e os acontecimentos nacionais e internacionais mais marcantes.

No final vamos apresentar uma dramatização sobre este tema, onde iremos reviver a vida nas ruas da Lisboa antiga. Convidamos todos os interessados a comentar.

Contem-nos como era e acompanhem-nos nesta viagem ao passado no comboio da saudade!

Estamos a fazê-lo com todo o gosto, esperamos que se divirtam.

3 de Abril de 2010

Como os nossos avós celebravam a Páscoa


Antigamente, a Páscoa era um dos feriados mais importantes do ano, face ao peso da Igreja Católica e religiosidade das pessoas. Durante a Quaresma, o Jejum da carne era mais austero e rigoroso. A semana santa era vivida com grande intensidade, realizavam-se procissões com rituais próprios em cada região do país.

Sexta-feira Santa era um dia triste, na rádio só se ouvia música clássica, para que as pessoas se lembrassem que fazia anos a morte de Jesus. Não se podia lavrar a terra, nem varrer as casas e as igrejas "vestiam-se de mantos roxos".
A Sexta-feira Santa é o único dia do ano em que não se celebram missas. Era frequente proceder-se a uma via-sacra neste dia, recordando os últimos passos de Cristo até ao Calvário onde foi crucificado.

No Sábado limpava-se e arrumava-se a casa muito bem (preparando-a para a visita do senhor Prior no domingo) e faziam-se bolos (entre os quais o tradicional folar) e sobremesas. Começava-se a levantar o luto das Igrejas com vigílias de madrugada a dentro.

O Domingo de Páscoa era uma festa de reunião familiar, que começava com uma ida à missa logo pela manhã para rezar o terço. Também havia o costume de colocar colchas à janela.

O almoço era sempre carne assada no forno (cabrito ou borrego para os mais endinheirados) e havia muitas sobremesas.

Esta data era também considerada como a Festa especial dos Padrinhos e das Madrinhas, em que ofereciam doces aos seus afilhados.
A Vigília Pascal era também a data escolhida por muitos cristãos para receberem o baptismo.

O mais tradicional dos costumes pascais era a Visita Pascal de Domingo ou o Compasso, que se continua a realizar, à excepção de alguns grandes centros urbanos, em que o Prior benzia as casas e os seus habitantes, recolhendo ofertas.

Era costume enfeitar e pintar ovos de galinha, que eram escondidos para as crianças os descobrirem. Os ovos de Páscoa, como conhecemos hoje (de chocolate), era produto caro e pouco abundante.

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