Bem Vindos

Olá!

Queremos dar as boas vindas a todos os visitantes.

Somos um grupo de formandas e formadores do curso de Educação e Formação de Adultos - Agente em Geriatria e vamos aqui apresentar o nosso tema de vida “Conta-me como era…”.

Estamos a realizar uma pesquisa sobre variadíssimos temas do século XX, incluindo o quotidiano, a vida familiar, a saúde e os acontecimentos nacionais e internacionais mais marcantes.

No final vamos apresentar uma dramatização sobre este tema, onde iremos reviver a vida nas ruas da Lisboa antiga. Convidamos todos os interessados a comentar.

Contem-nos como era e acompanhem-nos nesta viagem ao passado no comboio da saudade!

Estamos a fazê-lo com todo o gosto, esperamos que se divirtam.

18 de abril de 2010

O multibanco em Portugal


A propósito da pesquisa sobre o aparecimento do multibanco concluímos que a a primeira tentativa de utilização se iniciou 1939 na cidade de Londres.
Só a 27 de Junho de 1967, numa sucursal do Barclays Bank, surgiu uma máquina inovadora que viria revolucionar o sistema interbancário e que permitia levantar dinheiro.
Estas máquinas funcionavam inserindo um documento que tinha uma banda magnética.
Em 1975 estes ditos documentos foram actualizados para os cartões que hoje conhecemos, além das bandas magnéticas, também têm um código pessoal para maior segurança e desde 2003 possuem um chip.
Em Portugal na década de 80 mais propriamente em 1983, apareceram os multibancos. Estes serviam apenas como rede interna entre bancos e só em 1985 passaram a servir a grande parte dos clientes com o objectivo de fazer levantamentos e outras transacções .
No inicio do multibanco existiam 52 caixas e 470 mil cartões. Actualmente, a rede multibanco é composta por 120000 terminais de pagamento automático e mais de 9000 caixas automáticas.

Trabalho elabora do na aula de matemática pelas formandas Rosália e Elga

17 de abril de 2010

A moda nos anos 90


Nos anos 90, é a moda que dita a própria moda: tudo se usa, tudo se aproveita. É uma época em que os criadores estão muito receptivos a todas as tendências, aproveitando os estilos modernos e do passado, inserindo na moda todo o tipo de materiais e experimentando a junção dos tecidos chamados nobres com os mais humildes. Em Portugal, também os criadores ousaram inovar destacando-se António Tenente, Ana Salazar, Augustos, Fátima Lopes, entre outros.A nível Internacional, também se deu um grande boom na moda. Passou a dar-se grande destaque às top models, como Cláudia Schiffer, Cindy Crawford, Naomi Campbel entre outras. No final da década, passou a ser também moda a magreza extrema da mulher, dando origem a um grave problema de saúde nas jovens. Passou a ouvir-se falar em Bulimia e Anorexia, distúrbios alimentares.Nesta década também voltou em grande força a moda das camisas de flanela aos quadrados, popularizada pelo movimento musical chamado Grunge, do qual os Nirvana e os Pearl Jam são grandes símbolos.

Trabalho realizado na aula de Linguagem e Comunicação

13 de abril de 2010

Carteira profissional



A carteira profissional era o documento obrigatório para exercer uma profissão

Moda feminina em 1910



Na moda da década de 1910 predominaram as cores fortes e as tendências orientalistas, devido à enorme influência dos Ballets Russes. Embora nunca tenham sido reconhecidos como bailarinos profissionais, os Ballets Russes distinguiam-se pela novidade e pelo arrojo que trouxeram. No princípio da década, as saias usavamam-se afuniladas e com botões. Com a I Guerra Mundial, a moda foi relegada para segundo plano. As saias amplas foram substituídas por saias de linhas simples, pelo tornozelo. As mangas usavam-se compridas e os decotes subidos. Os casacos tinham um corte mais masculinizado. À noite os vestidos eram decotados para realçar o decote.

O direito à reforma

Hoje em dia, por norma, as pessoas deixam de trabalhar por volta de 65 anos e têm direito a uma pensão de reforma. Abre-se assim um novo ciclo de vida, com liberdade e tempo livre para se fazer o que sempre se sonhou, ou simplesmente descansar.

Antigamente, não existia idade para se reformar nem pensões de reforma porque não se faziam descontos. Só alguns grupos profissionais tinham esquemas de previdência social organizados. Nessa época as pessoas idosas não se reformavam e trabalhavam ao longo de toda a sua vida. Quando não fossem capazes de se sustentar cabia à família apoiar os mais idosos.

Vendedor de Castanhas - 1966


Na época de Outono apregoavam na rua "Quentes e Boas, quem quer? embrulhadinhas em folha de jorna velho...

Ourives ambulante


Remonta às primeiras décadas do século XX a actividade comercial dos ourives ambulantes que, de bicicleta e com as características malas verdes, percorriam todo o território nacional, tendo-se fixado ao longo dos anos em diversas cidades e vilas do País.

Fava Rica


Sopa de caldo com Fava que era vendida quentinha porta-a-porta !
À cabeça uma panela enrolada em serapilheira apregoava: "Fava Rica"

Condições de trabalho precárias


Antigamente não haviam regras de higiene e segurança no trabalho, nem se tomavam cuidados na prevenção de doenças profissionais. As condições de trabalho eram muito precárias para os operários.
Para aqueles que, por exemplo, trabalhavam com carvão, a esperança média de vida era de 35 anos. A mão-de-obra era barata e muito abundante, pelo que os patrões não valorizavam os seus operários, a quem tinham feito o favor de dar emprego. Assim o trabalhador submetia-se as humilhações para manter o emprego e a família.
Haviam muitos acidentes de trabalho na construção civil e nas fábricas.
Em consequência das condições precárias, muitos jovens adultos acabavam por adquirir doenças crónicas graves e outros incapacitados, sem qualquer tipo de protecção social.

Vendedeira de Figos


Pregões:
"Há figuinhos de capa rota... quem quer figos, quem quer almoçar"
à tarde apregoavam: "quem quer figos que quer merendar"
Mulheres de cesta de verga à cabeça vinham ao meio da tarde a anunciar:
Quer figos quem quer merendar…. olha o figo madurinho. Olha o figo da capa-rôta.

Roda dos Enjeitados


No ano de 1657 foi criada a “Mesa dos Enjeitados ou dos Santos Inocentes”, que era o lugar onde deixavam as crianças abandonadas. Ninguém sabia quem eram os pais.
Estas crianças “expostas da Misericórdia”, eram criadas por amas.
Entre 1640 e 1668 foram dados o privilégios às famílias destas amas.

Amolador


Fazia-se anunciar, antes de apregoar, tocando um melodia característica numa gaita de beiços/flauta de cinco tubos.Fazendo girar a roda de afiar as tesouras que as vizinhas traziam para amolar, as panelas de alumínio para pôr “pingos” nos buracos, os tachos de barro estalados para consertar com “gatos”, e os chapéus de chuva para qualquer vareta nova.

Pregão:"Amolador á porta.... amola facas, tesouras e canivetes... arranja chapés de chuva..."

Calceteiro


O Calceteiro que da perda faz a arte da calçada portuguesa, partindo-a e moldando-a. Há um monumento junto à Igreja de São Nicolau, na Baixa de Lisboa, que dignifica esta arte em vias de extinção!

Varinas


De canastra à cabeça, saia rodada, avental e mão na anca, vendiam o peixe porta-a-porta. Se afina descompunha a freguesa!

Pregões: “Há carapau e sardinha liiiiinda... está viva da costa!” “Há chaputa linda.... Oh! freguesa quem é que me acaba o resto...” "o meu peixeinho é linnndo!"

Estivador


O estivador organizava as cargas para embarque e desembarque dos navios nos portos. Hoje em dia, grande parte desta atividade está automatizada.

Leiteira


Passavam todas as manhãs entregando o leite de porta em porta.Não tinha pregão, porque tinham clientela certa por zonas de residência.

Divisão de papéis na Família


O homem da casa era o chefe de família, e competia-lhe trabalhar para sustentar a sua família. Na sua ausência, o papel era assumido pelo filho mais velho em casa. No final da semana/mês entregavam todo o dinheiro à mulher a quem competia dirigir a casa com o salário do marido e/ou filho.
Quando o marido precisa de algum dinheiro, pedia à esposa.
A mulher raramente trabalhava fora de casa e nenhum homem gostava que isso acontecesse.

Policia Sinaleiro


O Polícia Sinaleiro, no tempo em que não haviam semáforos!No Natal os condutores habituais deixavam-lhes prendas junto ao seu posto.

A história de vida de muitas idosas

Nos anos 40 e 50, geralmente as famílias eram numerosas e tinham muitos filhos. Para ajudar a família, os rapazes começavam a trabalhar cedo e não iam à escola. As moças tomavam conta de casa e dos irmãos mais novos até terem idade para trabalhar fora como empregada doméstica. Muitas das vezes os idosos ficavam ao cuidado dos vizinhos e amigos, quando necessitavam de ajuda.
Algumas moças, por vezes, ficavam grávidas dos patrões e como a sociedade não via com bons olhos essa situação, acabavam por se casar à pressa com rapazes de quem não gostavam, mas tinham que o fazer para esconder a gravidez, para não ficarem mal faladas e “perdidas”.

As Relações Vizinhanças

Os idosos que entrevistei frisam que “antigamente” havia uma grande solidariedade entre as pessoas”. Contaram-me que, logo pela manhã, os todos os vizinhos saudavam-se entre si, procuravam saber se estavam bem ou não e se precisavam de comprar alguma coisa ou que se fizesse algum recado. Se estivesse algum vizinho doente não era preciso esperar pelos familiares, os vizinhos ajudavam. Frequentemente, também confiavam aos vizinhos as suas crianças, por motivos de trabalho.
Hoje em dia isso não acontece, porque nem se sequer se conhece os vizinhos da porta ao lado e, quando um vizinho está doente, nem se aproximam. Quase ninguém está para ter trabalho com os outros. Vivemos numa sociedade de indiferença e de desconfiança, em que as pessoas vivem muito isoladas e só para si.