Bem Vindos

Olá!

Queremos dar as boas vindas a todos os visitantes.

Somos um grupo de formandas e formadores do curso de Educação e Formação de Adultos - Agente em Geriatria e vamos aqui apresentar o nosso tema de vida “Conta-me como era…”.

Estamos a realizar uma pesquisa sobre variadíssimos temas do século XX, incluindo o quotidiano, a vida familiar, a saúde e os acontecimentos nacionais e internacionais mais marcantes.

No final vamos apresentar uma dramatização sobre este tema, onde iremos reviver a vida nas ruas da Lisboa antiga. Convidamos todos os interessados a comentar.

Contem-nos como era e acompanhem-nos nesta viagem ao passado no comboio da saudade!

Estamos a fazê-lo com todo o gosto, esperamos que se divirtam.

13 de abril de 2010

Vendedeira de Figos


Pregões:
"Há figuinhos de capa rota... quem quer figos, quem quer almoçar"
à tarde apregoavam: "quem quer figos que quer merendar"
Mulheres de cesta de verga à cabeça vinham ao meio da tarde a anunciar:
Quer figos quem quer merendar…. olha o figo madurinho. Olha o figo da capa-rôta.

Roda dos Enjeitados


No ano de 1657 foi criada a “Mesa dos Enjeitados ou dos Santos Inocentes”, que era o lugar onde deixavam as crianças abandonadas. Ninguém sabia quem eram os pais.
Estas crianças “expostas da Misericórdia”, eram criadas por amas.
Entre 1640 e 1668 foram dados o privilégios às famílias destas amas.

Amolador


Fazia-se anunciar, antes de apregoar, tocando um melodia característica numa gaita de beiços/flauta de cinco tubos.Fazendo girar a roda de afiar as tesouras que as vizinhas traziam para amolar, as panelas de alumínio para pôr “pingos” nos buracos, os tachos de barro estalados para consertar com “gatos”, e os chapéus de chuva para qualquer vareta nova.

Pregão:"Amolador á porta.... amola facas, tesouras e canivetes... arranja chapés de chuva..."

Calceteiro


O Calceteiro que da perda faz a arte da calçada portuguesa, partindo-a e moldando-a. Há um monumento junto à Igreja de São Nicolau, na Baixa de Lisboa, que dignifica esta arte em vias de extinção!

Varinas


De canastra à cabeça, saia rodada, avental e mão na anca, vendiam o peixe porta-a-porta. Se afina descompunha a freguesa!

Pregões: “Há carapau e sardinha liiiiinda... está viva da costa!” “Há chaputa linda.... Oh! freguesa quem é que me acaba o resto...” "o meu peixeinho é linnndo!"

Estivador


O estivador organizava as cargas para embarque e desembarque dos navios nos portos. Hoje em dia, grande parte desta atividade está automatizada.

Leiteira


Passavam todas as manhãs entregando o leite de porta em porta.Não tinha pregão, porque tinham clientela certa por zonas de residência.

Divisão de papéis na Família


O homem da casa era o chefe de família, e competia-lhe trabalhar para sustentar a sua família. Na sua ausência, o papel era assumido pelo filho mais velho em casa. No final da semana/mês entregavam todo o dinheiro à mulher a quem competia dirigir a casa com o salário do marido e/ou filho.
Quando o marido precisa de algum dinheiro, pedia à esposa.
A mulher raramente trabalhava fora de casa e nenhum homem gostava que isso acontecesse.

Policia Sinaleiro


O Polícia Sinaleiro, no tempo em que não haviam semáforos!No Natal os condutores habituais deixavam-lhes prendas junto ao seu posto.

A história de vida de muitas idosas

Nos anos 40 e 50, geralmente as famílias eram numerosas e tinham muitos filhos. Para ajudar a família, os rapazes começavam a trabalhar cedo e não iam à escola. As moças tomavam conta de casa e dos irmãos mais novos até terem idade para trabalhar fora como empregada doméstica. Muitas das vezes os idosos ficavam ao cuidado dos vizinhos e amigos, quando necessitavam de ajuda.
Algumas moças, por vezes, ficavam grávidas dos patrões e como a sociedade não via com bons olhos essa situação, acabavam por se casar à pressa com rapazes de quem não gostavam, mas tinham que o fazer para esconder a gravidez, para não ficarem mal faladas e “perdidas”.

As Relações Vizinhanças

Os idosos que entrevistei frisam que “antigamente” havia uma grande solidariedade entre as pessoas”. Contaram-me que, logo pela manhã, os todos os vizinhos saudavam-se entre si, procuravam saber se estavam bem ou não e se precisavam de comprar alguma coisa ou que se fizesse algum recado. Se estivesse algum vizinho doente não era preciso esperar pelos familiares, os vizinhos ajudavam. Frequentemente, também confiavam aos vizinhos as suas crianças, por motivos de trabalho.
Hoje em dia isso não acontece, porque nem se sequer se conhece os vizinhos da porta ao lado e, quando um vizinho está doente, nem se aproximam. Quase ninguém está para ter trabalho com os outros. Vivemos numa sociedade de indiferença e de desconfiança, em que as pessoas vivem muito isoladas e só para si.

12 de abril de 2010

Um Tesouro: Antiga Mercearia

Partilho com todos esta preciosidade! Trata-se da representação de uma mercearia tradicional recriada no Museu do Pão em Seia, um espaço museológico extraordinário que todos devem visitar!

Máquina de Calcular Antiga

Uma máquina de calcular dos anos 50

Material gentilmente fornecido por uma Mediadora de outro Curso de Formação
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10 de abril de 2010

Carta com pedido de namoro - Ano de 1928

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Carta escrita por um cavalheiro com pedido de namoro a uma donzela - Ano de 1928
Ler carta (original)

Conteúdo gentilmente fornecido pela Mediadora do Curso
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Pedido de autorização para namorar e respectiva resposta - Ano de 1924

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Pedido de autorização para falar à janela (namorar) ao pai de uma donzela - Ano de 1924
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Resposta ao pedido de autorização para falar à janela por parte pai da donzela
Ler carta (original)

Conteúdo gentilmente fornecido pela Mediadora do Curso
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