Bem Vindos

Olá!

Queremos dar as boas vindas a todos os visitantes.

Somos um grupo de formandas e formadores do curso de Educação e Formação de Adultos - Agente em Geriatria e vamos aqui apresentar o nosso tema de vida “Conta-me como era…”.

Estamos a realizar uma pesquisa sobre variadíssimos temas do século XX, incluindo o quotidiano, a vida familiar, a saúde e os acontecimentos nacionais e internacionais mais marcantes.

No final vamos apresentar uma dramatização sobre este tema, onde iremos reviver a vida nas ruas da Lisboa antiga. Convidamos todos os interessados a comentar.

Contem-nos como era e acompanhem-nos nesta viagem ao passado no comboio da saudade!

Estamos a fazê-lo com todo o gosto, esperamos que se divirtam.

6 de abril de 2010

Jogo da Malha

Materiais:
  • Paulito ou meco (pedaço de madeira redondo em forma de cone).
  • Malhas de ferro (ou moedas grandes)

O jogo é jogado por 2 ou 4 jogadores

Como se joga:

Num terreno plano, colocam-se 2 mecos em pé (cada Meco deve ter uns 20 cms de altura), a uma distância que pode variar entre os 12 e os 18 metros.
Tiram-se os parceiros à sorte e colocam-se 2 junto de cada paulito (jogam, portanto, 4 pessoas de cada vez).
Aqueles que jogam primeiro têm duas malhas de ferro na mão e, lançando-as alternadamente, procuram derrubar o Meco e, ao mesmo tempo, conseguir que uma das malhas fique o mais perto possível dele.
Se um jogador derrubar o paulito, ganha 2 pontos e, jogadas as 4 malhas, aquela que estiver mais perto do paulito conta ainda um ponto. Se as 2 malhas que estiverem mais perto pertencerem ao mesmo jogador (previamente, os jogadores deverão marcar as suas malhas com números ou traços), este tem direito de contar dois pontos, um por cada malha.
O jogo termina quando um par atinge 31 pontos.
No entanto, se “rebentar”, ou seja, se ultrapassarem os 31, terão de voltar a continuar o jogo apenas com 15 pontos.

Acontecimentos dos anos 80

Em 1980 - Golpe de Estado na Guiné-Bissau liderado pelo General João Bernardo Nino Vieira.
Em 1989 - Início do processo de Democratização.
Em 1980 - Descoberta do Vírus de SIDA.
Em 1989 - Queda do Muro de Berlim.
Em 1981 - O atentado contra o Papa João Paulo II

tabalho realizado na aula de Cidadania e Empregabilidade pelas formandas Lidia, Ruthe e Raquel

5 de abril de 2010

Decreto de Lei

1979 - Um decreto de lei estabelece a igualdade mulheres/homens no emprego e no trabalho. É criada uma “Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego”.

Trabalho organizado por Zulmira e Rosália no módulo de Cidadania e Empregabilidade.

Código Civil

1978- O código civil é revisto segundo a nova lei da família, os conjugues gozam de direitos iguais. A dependência da esposa em relação ao marido é suprimida.

Trabalho organizado por Zulmira e Rosália no módulo de Cidadania e Empregabilidade

Eleições Livres

1975- Primeiras eleições livres. O artigo 24 da concordata é emendado: os casamentos católicos podem pedir o divórcio civil. A comissão feminina substitui a comissão criada em 1973.

Trabalho organizado por Zulmira e Rosália no módulo de Cidadania e Empregabilidade.

25 de Abril de 1974

1974 - Após a revolução de 25 de Abril de 1974, o Movimento Democrático de Mulheres, tem participado na defesa de vários direitos das mulheres como igualdade de salário, protecção efectiva da maternidade, criação de creches e escolas, igualdade jurídica e direito á interrupção voluntária da gravidez.

Trabalho organizado por Zulmira e Rosália no módulo de Cidadania e Empregabilidade.

4 de abril de 2010

Cozido à Portuguesa em dia especial

Era uma ementa que ainda hoje deixa saudades às pessoas que viveram essa época. Era composto por:
- Batata
- Couratos (pele do porco)
- Banha
Nessa altura era uma alegria quando se podia comer essa ementa, pois por norma só se comia o cozido em dias especiais, devido ao facto de ser muito caro os alimentos.

Trabalho organizado pelas formandas Ana Luísa e Zulmira no contexto da visita de estudo à Fundação Liga.

Escassez de Alimentos

Entre os anos 1942/1945 tempo da 2ºguerra mundial em Portugal na base das lajes nos Açores foram abastecidos os aviões militares e comerciais dessa época.
Quando tocavam as sirenes (sinal indicativo de provável bombardeamento) previamente a população colocava uma fita em cruz para evitar que se partissem os vidros.
Em Portugal devido à guerra não havia produtos alimentares para consumo, pois os nossos produtos portugueses iam para as “tropas aliadas” como sobejos de Portugal, logo os portugueses tinham que comer aquilo que vinha de outros países que por norma não gostavam dos alimentos, pois lá fica a nobre frase do Salazar:
“Livro-vos da guerra mas não da fome”.

Trabalho organizado pelas formandas Ana Luísa e Zulmira no contexto da visita de estudo à Fundação Liga.

Expedidor dos Carris

Era o homem que controlava o movimento e o horário dos eléctricos.

Trabalho organizado pelas formandas Ana Luísa e Zulmira no contexto da visita de estudo à Fundação Liga.


O Rol dos Fiados

Era usual antigamente as pessoas recorrer ao crédito aos merceeiros dada a escassez de dinheiro. Este hábito deu origem ao “Rol dos Fiados”.
Eram diariamente colocadas as despesas dos fregueses em papéis presos por uma mola de roupa, para poderem ser liquidadas no final da semana.
Os merceeiros por hábito praticavam um acto de maldade e acrescentavam valores extra às encomendas, nos quais o freguês pagava sem refilar, pois se o fizesse jamais lhe voltariam a fiar.
Como de costume os merceeiros usavam muitas vezes “alcunhas” que apelidavam os seus fregueses com nomes curiosos, pelos ouvir conheciam a clientela por:
A “Malhada”( por ter manchas na pele).
A “Gorda”( porque era muito obesa).
O “Coxo ou Maneta” (devido á deficiência que apresentava).
A “Bruxa”( por ser feia).
A “Fala Barato”( por falar muito).
Os Merceeiros muitas vezes também recorriam a desenhos, para codificar as dívidas, quando as pessoas não sabiam ler para que elas soubessem o que deviam:
Cerveja I risco
Copo de vinho – risco
Nas tabernas também se aplicava o rol dos fiados mas de maneira diferente, as despesas eram colocadas no próprio casco (é um vasilhame em madeira de carvalho, maior que o barril) ou túnel (é uma medida maior que o casco) utilizando um giz no qual ficava bem visível o nome e a despesa do freguês para que todas as pessoas pudessem ver as despesas do mesmo.

Trabalho organizado pelas formandas Ana Luísa e Zulmira no contexto da visita de estudo à Fundação Liga.

Fiscal de Bairro

Fiscal de Bairro era um polícia nomeado pelo chefe do departamento para controlar os moradores do bairro, sobre situações que pudessem causar interferências no local, inclusive obras ilegais, todos esses rumores eram denunciados por esse senhor e logo de seguida a Câmara Municipal aplicava multas aos moradores. O Fiscal de Bairro só existia nos bairros sociais e camarários, só se ofereciam para esta função com o sentido de lhes serem atribuídos uma casa Municipal.

Trabalho organizado pelas formandas Ana Luísa e Zulmira no contexto da visita de estudo à Fundação Liga.

Os Jardins Públicos

Eram espaços verdes e cuidados, no qual eram expressamente proibidos serem pisados, pois se alguém tivesse a ousadia de o fazer seria punido com uma multa.

Trabalho organizado pelas formandas Ana Luísa e Zulmira no contexto da visita de estudo à Fundação Liga.

Escola

Na escola quando os rapazes e as raparigas não sabiam as lições eram aplicadas pelos professores as orelhas de burro, que por norma era um jornal velho do qual se fazia um barrete com duas saídas e logo os alunos colocavam o barrete na cabeça e teriam que se deslocar ate á janela, ficando lá de castigo durante horas voltados para a via publica para que todas as pessoas os pudessem ver.
Nessa altura também lhes eram aplicados os castigos em reguadas, que deixavam marcas visíveis.
A menina dos 5 olhos era uma régua com a ponta grossa, tinha o diâmetro de 15 cm com 5 furos (olhos).

Trabalho organizado pelas formandas Ana Luísa e Zulmira no contexto da visita de estudo à Fundação Liga.

Balneários públicos

Os balneários públicos tinham casas com duches separados, onde se tinha que pagar na altura um escudo por cada banho ou utilização.
Actualmente esses mesmos balneários pertencem as juntas de freguesias e não se pagam. O Balneário da Ajuda e o Balneário de Alcântara ainda estão em funcionamento para que toda a população possa usufruir dos seus equipamentos.
Eram usados pelas pessoas que não tinham condições em casa para tomar banho.

Trabalho organizado pelas formandas Ana Luísa e Zulmira no contexto da visita de estudo à Fundação Liga.

3 de abril de 2010

Como os nossos avós celebravam a Páscoa


Antigamente, a Páscoa era um dos feriados mais importantes do ano, face ao peso da Igreja Católica e religiosidade das pessoas. Durante a Quaresma, o Jejum da carne era mais austero e rigoroso. A semana santa era vivida com grande intensidade, realizavam-se procissões com rituais próprios em cada região do país.

Sexta-feira Santa era um dia triste, na rádio só se ouvia música clássica, para que as pessoas se lembrassem que fazia anos a morte de Jesus. Não se podia lavrar a terra, nem varrer as casas e as igrejas "vestiam-se de mantos roxos".
A Sexta-feira Santa é o único dia do ano em que não se celebram missas. Era frequente proceder-se a uma via-sacra neste dia, recordando os últimos passos de Cristo até ao Calvário onde foi crucificado.

No Sábado limpava-se e arrumava-se a casa muito bem (preparando-a para a visita do senhor Prior no domingo) e faziam-se bolos (entre os quais o tradicional folar) e sobremesas. Começava-se a levantar o luto das Igrejas com vigílias de madrugada a dentro.

O Domingo de Páscoa era uma festa de reunião familiar, que começava com uma ida à missa logo pela manhã para rezar o terço. Também havia o costume de colocar colchas à janela.

O almoço era sempre carne assada no forno (cabrito ou borrego para os mais endinheirados) e havia muitas sobremesas.

Esta data era também considerada como a Festa especial dos Padrinhos e das Madrinhas, em que ofereciam doces aos seus afilhados.
A Vigília Pascal era também a data escolhida por muitos cristãos para receberem o baptismo.

O mais tradicional dos costumes pascais era a Visita Pascal de Domingo ou o Compasso, que se continua a realizar, à excepção de alguns grandes centros urbanos, em que o Prior benzia as casas e os seus habitantes, recolhendo ofertas.

Era costume enfeitar e pintar ovos de galinha, que eram escondidos para as crianças os descobrirem. Os ovos de Páscoa, como conhecemos hoje (de chocolate), era produto caro e pouco abundante.