Bem Vindos

Olá!

Queremos dar as boas vindas a todos os visitantes.

Somos um grupo de formandas e formadores do curso de Educação e Formação de Adultos - Agente em Geriatria e vamos aqui apresentar o nosso tema de vida “Conta-me como era…”.

Estamos a realizar uma pesquisa sobre variadíssimos temas do século XX, incluindo o quotidiano, a vida familiar, a saúde e os acontecimentos nacionais e internacionais mais marcantes.

No final vamos apresentar uma dramatização sobre este tema, onde iremos reviver a vida nas ruas da Lisboa antiga. Convidamos todos os interessados a comentar.

Contem-nos como era e acompanhem-nos nesta viagem ao passado no comboio da saudade!

Estamos a fazê-lo com todo o gosto, esperamos que se divirtam.

22 de março de 2010

Alfarrabista

"Livros... Livros... Vendemos cheios de histórias e que por vezes são surpreendentes”
Trabalho publicado por Cristina e Rosália

A Escola Primária no tempo do Estado Novo - Anos 30-70

Rapazes e raparigas frequentavam escolas diferentes, não existiam turmas mistas. O horário escolar era das 9h00 às 17h00 e o único recreio era à hora do almoço.
As carteiras eram de madeira pegadas com os bancos pegados. Os alunos usavam sacos de serapilheira para transportar o material escolar e alguma merenda se tivessem posses. Na cantina da escola ao almoço só davam a sopa e o pão.

A primeira coisa que faziam quando entravam na sala de aula era cantar o hino nacional. Todas as salas de aula tinham obrigatoriamente na parede três símbolos alinhados: uma fotografia de Salazar, outra do Presidente Carmona (símbolos de afirmação autoritária e nacionalista) e um crucifixo (o ensino era revestido de uma orientação cristã, ao abrigo de uma Concordata entre o Estado e a Igreja).
Os alunos tinham que usar uma bata com um n.º de identificação.

Na escola incutia-se a ordem, o respeito e a disciplina.
Os professores aplicavam com muita frequência castigos corporais severos. Muitos dos idosos que entrevistei recordam a temida palmatória, mais conhecida como a “menina dos cinco olhos”. Lembram as humilhações de castigos como as orelhas de burro.

Muitas raparigas não iam à escola, porque os pais achavam que não era preciso elas saberem ler e escrever. Elas só precisavam aprender a cuidar da casa, para se tornarem boas esposas e saber cuidar e educar os filhos. Na província a maioria das raparigas não iam à escola porque tinham de trabalhar no campo e cuidar dos irmãos mais novos. O horário da escola na província era de manhã para as raparigas e a tarde era para os rapazes.

As disciplinas dadas eram a Matemática, Historia, Língua Portuguesa; Geografia, Ciências e Religião e Moral.
Os manuais escolares da escola primária mantiveram-se iguais durante décadas.
Na escola chegavam a cantar a tabuada e tinham que saber, entre outras coisas, o nome de todos os rios, serras e estações de linhas de caminhos-de-ferro portugueses. Também rezavam todos os dias ao meio-dia.
Quando se queria ir à casa-de-banho, pedia-se para “ir lá fora”.

Na província os alunos tinham que pedir a bênção ao professor e “beijar a mão” uma vez que também eles eram seus educadores. Em Lisboa tinham de dar os bons-dias em coro ao professor. Em algumas escolas davam óleo de fígado de bacalhau, que era um complemento alimentar.

Só os filhos das famílias com posses tinham oportunidade de estudar e muitos dos nossos idosos ou não chegou a aprender a ler na infância ou concluíram a instrução primária. Muitos só em adultos concluíram a quarta classe.

Texto elaborado a partir de informações orais recolhidas junto de idosos do Fundação LIGA em Março 2010.

Óleo Fula

Publicado em 1964, este anúncio faz publicidade ao óleo de cozinha Fula.

Declaração de amor

A defesa da moral e dos bons costumes nos anos 50

Nos tempos do Estado Novo, existia a “polícia dos costumes”, que nos defendiam das ofensas à moral pública. Célebre e muito curioso é um documento da CM de Lisboa de 1953, que actualizou a tabela de coimas/multas em relação a actos graves de ofensa à moral Pública, que se mostra na imagem.
Este documento foi recuperado pelo já extinto jornal “Diário de Lisboa”, após o 25 de Abril.

A Sopa do Sidónio

Muitos portugueses sofreram na pele e no estômago as consequenciais da guerra civil de Espanha nos anos 30 e nos anos 40 com a II Guerra Mundial, passando fome e privações. Os anos 30 e 40 foram marcados pelo “racionamento alimentar”.

Muitos idosos recordam uma afirmação de Salazar: “Livro-vos da guerra, mas não vos livro da fome”. E assim foi… grande parte dos produtos alimentares produzidos em Portugal eram exportados para os países envolvidos no conflito. Muitos portugueses viveram um cenário de escassez de produtos e fome.

Muitos idosos recordam-se de irem em miúdos de madrugada para as filas com as senhas de racionamento e, por vezes, voltavam de mãos a abanar para casa porque os produtos não chegavam para todos.

Como as pessoas tinham muitos filhos e não tinham o que lhes dar de comer, recorriam à Sopa dos Pobres, que forneciam sopa e pão às famílias mais necessitadas de acordo com o n.º do agregado familiar (comprovado mediante a apresentação de um cartão).

Muitas vezes eram as próprias crianças que a mando dos pais iam buscar a sopa ao meio-dia, carregando uma lata (antigas latas de 5 kg de atum das mercearias que eram reutilizadas) que servia de panela.

A sopa era feita com massa, feijão ou grão e com “peles” ou apenas “cheiro de carne” como nos relataram alguns idosos. Mas “como a fome é o melhor tempero”, foi um auxílio importante à sobrevivência dos mais pobres.

A sopa dos pobres ficou popularmente conhecida como “Sopa do Sidónio” porque fora Sidónio Pais, Presidente da República no período pós Iª Guerra Mundial, que fundou a célebre sopa aos mais pobres. Esta medida foi tão popular que as pessoas ainda no Estado Novo de Salazar, se referiam “à Sopa do Sidónio”.

Alguns dos idosos que entrevistámos referiam que ás vezes a fome era tanta que, no caminho até casa, acabavam por comer o bocado de pão que era dado para a família. Quando chegavam a casa apanhavam uma “valente tareia” da mãe.
No período do estado Novo, os mendigos não andavam nas ruas porque era proibido mendigar nas ruas e a polícia levavam-nos para a Mitra, uma Instituição para os indigentes (pedintes). Esta instituição é conhecida pelo mesmo nome até aos dias de hoje. Contudo a sua função hoje já não é a mesma de outrora.

21 de março de 2010

18 de março de 2010

Banquete

É na década de 60 que se inicia o aparecimento da escrita gastronómica na imprensa.
E é na revista Banquete que a identidade dos Chefes começa a aparecer.

17 de março de 2010

Tremor de terra

No ano 1969 houve em Lisboa um violento tremor de terra.

A Chegada do homem á Lua

O homem chega á lua em 20 de Julho, através da missão Apolo 11.
Neil Armstrong disse a frase épica da Era Espacial:
“Este é um pequeno passo para o homem, mas um enorme salto para a humanidade.”

Visita de estudo ao Museu da Electricidade

Viajámos no tempo até aos anos 30 e 40 á fábrica da electricidade.
O carvão e posteriormente a nafta eram os recursos existentes para produzir energia na cidade de Lisboa e só mais tarde se alargam até Santarém.
Foi-nos dado a conhecer o penoso quotidiano laboral da classe operária. Era um trabalho árduo em que a mão-de-obra infantil era utilizada. Os trabalhadores sujeitavam-se a altas temperaturas, más condições de trabalho e recursos, assim, o suor daqueles homens e o seu esforço produzia electricidade para a população da burguesia usufruir da mesma.
Felizmente hoje em dia, graças á evolução das novas tecnologias essas situações não ocorrem porque tudo hoje é computorizado.


Trabalho organizado pelo grupo A.G.XIII.

Tratado de Roma Anos 50


Assinado o tratado de Roma, em 1957, estabelecendo a comunidade económico Europeia (CEE).

Cadela Laika Anos 50


Em 1957, o Sputnik II coloca em orbita da terra a primeiro ser vivo, a cadela Laika.

Musica Anos 50


A estilo musical brasileiro Bossa Nova começa a fazer sucesso, em 1956