16 de março de 2010
O Aguadeiro
Lisboa Antiga: O respeito pelas pessoas e pelo espaço público
Os idosos recordam com muita saudade a bela cidade de Lisboa de outrora!
Confessam que nos dias de hoje parece que as pessoas não respeitam aquilo que é de todos e que devíamos preservar.
Lembram que antigamente as pessoas eram mais humildes, quando tinham menos havia respeito pelas coisas. Ninguém se atrevia a apanhar flores num jardim público, a estragar os bancos do transporte público ou riscar uma parede, porque havia logo um polícia que agia.
Hoje, infelizmente, a liberdade é mal usada e os bons modos perderam-se. Com ela vieram outros problemas de ordem social, como o vandalismo do espaço público e o desrespeito entre as pessoas! Lisboa não é tão bonita porque as pessoas não ajudam.
Lisboa era bonita pela relação entre as pessoas.
Antigamente havia mais respeito entre as pessoas e ajudavam-se muito. Ninguém falava com um adulto sem tirar o chapéu ou boné. Hoje em dia tal não acontece. As pessoas não se respeitam umas às outras, são indiferentes e muito egoístas.
Confessam que nos dias de hoje parece que as pessoas não respeitam aquilo que é de todos e que devíamos preservar.

Lembram que antigamente as pessoas eram mais humildes, quando tinham menos havia respeito pelas coisas. Ninguém se atrevia a apanhar flores num jardim público, a estragar os bancos do transporte público ou riscar uma parede, porque havia logo um polícia que agia.
Hoje, infelizmente, a liberdade é mal usada e os bons modos perderam-se. Com ela vieram outros problemas de ordem social, como o vandalismo do espaço público e o desrespeito entre as pessoas! Lisboa não é tão bonita porque as pessoas não ajudam.
Lisboa era bonita pela relação entre as pessoas.
Antigamente havia mais respeito entre as pessoas e ajudavam-se muito. Ninguém falava com um adulto sem tirar o chapéu ou boné. Hoje em dia tal não acontece. As pessoas não se respeitam umas às outras, são indiferentes e muito egoístas.
Parque Mayer
O Parque Mayer abriu em 15 de Junho de 1922, com várias diversões, na Avenida da liberdade nos antigos jardins ao palacete homónimo. Mais tarde inauguraram os teatros Maria Vitoria, Variedades e o Capitólio.O teatro de revista popularizou-se, embora tivesse a concorrência do cinema e do jazz enquanto atracção dos tempos livres.
Resumo da entrega do catálogo da exposição Lisboa Republicana: Roteiro Patrimonial. Fotografia de Joshua Benoliel, entre o ano 1873-1932, Arquivo Fotográfico Municipal.
Tema:
roteiro lisboeta
Tiro e Sport
“ Tiro e Sport ” era uma revista quinzenal de Educação Física e de actualidades publicada entre 1904 e 1913, que dava continuidade a outras duas revistas: “ O tiro Civil ” e a “ Revista de Sport”.
O seu director era Anselmo de Sousa, que contou com a colaboração de jornalistas como Pinto da Cunha, Eduardo de Noronha e Sena Cardoso.
Com a república, o desporto passou de passatempo fidalgo a diversão popular, destacando-se dois fenómenos de popularidade: O futebol e o Ciclismo.
O “Tiro e Sport” realçaram neste meio a par de outras revistas também importantes, como a “Ilustração Sportiva”
O seu director era Anselmo de Sousa, que contou com a colaboração de jornalistas como Pinto da Cunha, Eduardo de Noronha e Sena Cardoso.
Com a república, o desporto passou de passatempo fidalgo a diversão popular, destacando-se dois fenómenos de popularidade: O futebol e o Ciclismo.
O “Tiro e Sport” realçaram neste meio a par de outras revistas também importantes, como a “Ilustração Sportiva”
Texto elaborado no seguimento da visita á exposição Lisboa Republicana: Roteiro Patrimonial.
Tema:
roteiro lisboeta
15 de março de 2010
Movimento Hippie
O movimento e cultura Hippie nasceram a partir dos anos 1960. Eles viviam em comunidades com outros hippies ou em comunas rurais. Usavam roupas velhas e naturalmente rasgadas, ou roupas com cores berrantes de diversos estilos (tais como calças boca-de-sino, camisas tingidas, roupas de modelos indianos). Também usavam túnicas, sandálias, cabelos compridos em ambos os sexos e flores no cabelo. Os hippies adoptaram o símbolo da paz que foi desenvolvido na Inglaterra para uma campanha contra o desarmamento nuclear, e foi adoptado pelos hippies americanos que eram contra a guerra nos anos 60.Lisboa Antiga
Por volta dos anos 40, 50, 60 houve uma grande migração para a cidade de Lisboa, na tentativa de melhorar as condições de vida. Recuando a esse tempo vamos lembrar costumes e hábitos que ao longo do tempo se foram perdendo e outros modificando.
Quando falamos com pessoas que viveram nessa época reportam-nos uma Lisboa totalmente diferente, falam de uma Lisboa cheia de vida que se cumprimentavam e sorriam, os homens honravam a sua palavra, para tudo era como se fosse uma cerimónia.
O dia começava bem cedo, os homens iam trabalhar e algumas senhoras também trabalhavam fora. Existia na altura os chamados Eléctrico Operário para quem trabalhava, os bilhetes ficavam mais baratos e eram válidos das 5horas às 7 horas da manhã custavam na altura8 tostões e eram de ida e volta.
Para que ficava em casa as limpezas começavam bem cedo, os tapetes só se podiam sacudir da meia-noite até às 7 horas da manhã. As flores também eram nesse horário que podiam ser regadas. Quem não respeitasse sujeitava-se a apanhar uma multa, era o fiscal de bairro que vigiava as pessoas que lá moravam.
Lavava-se a roupa à mão nas celhas ou nos lavadouros públicos. Enquanto se fazia as tarefas domésticas ouvia-se os Pregões Matinais.
---OLHA A FAVA-RICA era o pequeno-almoço de muita gente.
---O LEITEIRO deixavam o leite as portas das pessoas.
---PÃO também era entregue às portas.
---OLHA O CARAPAO FRESQUINHO era a varina apregoar.
---QUEM TEM TRAPOS OUGARRAFAS PARA VENDER dizia ao ferro velho.
---OLHA A ÁGUA FRESQUINHA gritava o aguadeiro.
No tempo das castanhas também se ouvia QUEM QUER CENTES E BOAS, entre outros.
Também nesse tempo havia muitos quartos alugados para que vinha de fora, muitos casais na época viviam num quarto alugado quando se casavam.
Os senhorios ganhavam muito dinheiro com esta situação era tudo pago à parte, passar a ferro era mais caro, lavar a roupa tinham dia certo, muitas vezes eram roubadas quando saiam, tiravam batatas e petróleo dos candeeiros aos inquilinos e se não pagassem vinham para a rua sem aviso prévio. Existia casas que não tinham WC, por isso existiam os Balneários Públicos onde as pessoas tomavam banho e os mais necessitados recebiam roupa de quem entregava para donativo, assim como as cozinhas sociais, também conhecidas como a sopa do sidónio onde as pessoas recebiam pão e sopa consoante o agregado familiar, na porta de entrada encontravam-se mendigos a pedir esmolas.
O comércio era quase todo feito de porta em porta mas os legumes frescos eram comprados nos lugares, mas também havia as tabernas onde só os homens podiam entrar. As senhoras nem pensar, quem o fizesse eram mal faladas pelas pessoas, os locais onde as senhoras podiam frequentar era as pasteleiras. Elas também gostavam muito de ir fazer compras ao Chiado zona nobre, vestiam-se de acordo com a ocasião (os melhores vestidos e chapeis).
As pessoas quando necessitavam de dinheiro recorriam as casas de penhor, penhoravam tudo desde colchas, móveis, roupas e tudo mais, quando não iam levantar os pertences estes eram leiloados.
Muitas pessoas com dificuldades levantavam a roupa ao sábado para ir à missa e no domingo depois, voltavam a penhorar à segunda-feira.
As tradições eram para se manter ao domingo todos iam à missa. As senhoras levavam um véu na cabeça, os senhores tiravam os seus chapéus à porta da igreja. AS procissões eram vividas com muito respeito, punham-se as colchas nas janelas velas acesas com pétalas de rosa que se atiravam quando os Santos passavam num silêncio perfeito para a ocasião.
O ensino era muito rígido para as crianças, os professores eram exigentes e à 5ª feira era feito a revisão das unhas e das cabeças para não haver a propagação de piolhos, os sábados era para estudar a tabuada. A escola não era mista só no ciclo é que era.
Nos jardins públicos não se podia apanhar flores nem andar descalços, as variadas vezes para não terem problemas, calçavam um pé e o outro não.
As crianças também com poucos recursos tinham as suas brincadeiras, partiam as garrafas de gasosa para tirarem as esferas e jogarem ao berlinde (os pirolitos), as caricas, ao pião, a bola de trapos, as meninas brincavam com bonecas feitas de trapos ou cartão, tiravam batatas de casa para brincar às casinhas, os fios de flores feito por elas.
Nos Santos Populares gostavam de ajudar a enfeitar as ruas com fitas de papel prezas com fios, os mais crescidos tratavam do resto.
Os adultos também tinham as suas formas de se divertirem, em família era os piqueniques, namorar os bailes onde se conheciam e os pais a fiscalizavam, cinemas, revistas onde houve uma grande afluência foi com o Parque Mayer era um local de grande cultura e de vários divertimentos. Na época as moças que trabalhavam como coristas (bailarinas de teatro, revistas) eram mal vistas pela sociedade. Diferente mas de grande importância também a dar era o Teatro Monumental onde as senhoras iam sempre acompanhadas pelos maridos.
Em Alcântara, Bairro Alto, Intendente e Cais do Sodré existiam muitas casas de prostituição por estar perto do porto de Lisboa, onde apareciam homens de todas as raças.
Trabalho de grupo de Rute Lopes e Ruthe Santos
Visita ao “Clube Sénior da Fundação LIGA”.
O Eléctrico Operário
Das entrevistas que realizei a idosos, houve uma curiosidade que me despertou a atenção: O Eléctrico Operário!Segundo me contaram, haviam carreiras de eléctrico conhecidas como “Eléctrico Operário”, que serviam a classe operária mais desfavorecida na cidade de Lisboa, durante o Estado Novo.
O bilhete de viagem era mais barato (custava 8 tostões) para as pessoas irem trabal
har e era de ida e volta. Mas, este preço só era praticado das 5 horas às 7 horas da manhã. Era mesmo para trabalhadores madrugadores!Mas os idosos lembram que, havia dias, em que acabavam por fazer a pé grandes distâncias até ao local de trabalho, para poupar os 8 tostões!
Tema:
Usos e Costumes
Curiosidade
Nos anos 50 e 60, a tradição das “Noivas de Santo António” era um dos acontecimentos do ano! Esta iniciativa lançada e patrocinada pelo extinto Diário Popular, possibilitava o matrimónio religioso a casais com maiores dificuldades económicas, presenteando o casal com a boda, enxoval e equipamentos domésticos.
No entanto, as noivas tinham de ser virgens! Naquela época, era exigida uma garantia de virgindade, comprovada clinicamente com um atestado médico próprio. Caso a jovem não o fosse, o casamento não se realizava.
No entanto, as noivas tinham de ser virgens! Naquela época, era exigida uma garantia de virgindade, comprovada clinicamente com um atestado médico próprio. Caso a jovem não o fosse, o casamento não se realizava.
Em 1974 esta tradição foi interrompida, sendo recuperada apenas em 1997, por iniciativa da CML. No entanto, na sociedade democrática de Abril, a prova de virgindade e a obrigatoriedade do casamento religioso caíram por terra.
Os anos d’ouro do Parque Mayer

As décadas de 40, 50 e 60 consagraram o Parque Mayer como um dos locais mais emblemáticos na cidade de Lisboa, merecendo na época o título de “Broadway portuguesa”, tal era a sua importância na vida cultural da cidade e no divertimento dos lisboetas.
Composto por cinco grandes casas de espectáculos: Maria Vitória; Variedades; Capitólio; Recreio e ABC, o também chamado Parque Avenida viveu nestes anos dias gloriosos, com uma larga oferta de espectáculos (teatro de revista, operetas, cinema, boxe, circo, entre outros divertimentos nocturnos) registando grande afluência e movimento de público.
O Parque Mayer consagrou grandes nomes da vida artística nacional, fazendo parte integrante não só da vida dos Lisboetas, como de todos os portugueses.
Mas, como tudo não são rosas as moças que trabalhavam como coristas (bailarinas de revista e teatro) eram mal afamadas e vistas pela sociedade em geral.
Após a Revolução de Abril, o teatro de revista perdeu a importante função critica desempenhada no período da Ditadura e entrou em declínio.
Composto por cinco grandes casas de espectáculos: Maria Vitória; Variedades; Capitólio; Recreio e ABC, o também chamado Parque Avenida viveu nestes anos dias gloriosos, com uma larga oferta de espectáculos (teatro de revista, operetas, cinema, boxe, circo, entre outros divertimentos nocturnos) registando grande afluência e movimento de público.
O Parque Mayer consagrou grandes nomes da vida artística nacional, fazendo parte integrante não só da vida dos Lisboetas, como de todos os portugueses.
Mas, como tudo não são rosas as moças que trabalhavam como coristas (bailarinas de revista e teatro) eram mal afamadas e vistas pela sociedade em geral.
Após a Revolução de Abril, o teatro de revista perdeu a importante função critica desempenhada no período da Ditadura e entrou em declínio.
Tema:
Formas de Diversão
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