15 de março de 2010
13 de março de 2010
Trajes regionais tradicionais
Partilho umas fotografias retiradas em 2009, na última
Festa das Flores da vila de Redondo (Alentejo).

Trás-os-Montes

Beira Baixa

Algarve
Açores Os 1ºs ferros de engomar eléctricos em Portugal
Foi nos anos 50 que se começou a generalizar os ferros de engomar eléctricos em Portugal, nomeadamente nas cidades. As idosas que têm hoje cerca de 75 anos de idade já os incluiam no seu enxoval de preparação para o casamento (as que casaram por volta dos seus 20 anos). Na época a marca Morphy Richards era provavelmente a mais conhecida.
12 de março de 2010
Cartas de Amor
Canção muito trauteada nas últimas sessões de LC, aqui na voz do grande Tony de Matos, "o cantor de voz romântica", como o apelidou a poetisa Natália Coreia. Um êxito de 1950 que vale a pena recordar.
Como jurei
Com verdade o amor que senti
Quantas noites em claro passei
A escrever para ti
Cartas banais
Que eram toda a razão do meu ser
Cartas grandes, extensas, iguais
Ao meu grande sofrer
Cartas de amor
Quem as não tem
Cartas de amor
Pedaços de dor
Sentida de alguém
Cartas de amor, andorinhas
Que num vai e vem, levam bem
Saudades minhas
Cartas de amor, quem as não tem
Porém de ti
Nem sequer uma carta de amor
Uma carta vulgar recebi
Pra acalmar minha dor
Mas mesmo assim
Eu para ti não deixei de escrever
Pois bem sabes que tu para mim
És todo o meu viver
Cartas de amor
Quem as não tem
Cartas de amor
Pedaços de dor
Sentida de alguém
Cartas de amor, andorinhas
Que num vai e vem, levam bem
Saudades minhas
Cartas de amor, quem as não tem.
Como jurei
Com verdade o amor que senti
Quantas noites em claro passei
A escrever para ti
Cartas banais
Que eram toda a razão do meu ser
Cartas grandes, extensas, iguais
Ao meu grande sofrer
Cartas de amor
Quem as não tem
Cartas de amor
Pedaços de dor
Sentida de alguém
Cartas de amor, andorinhas
Que num vai e vem, levam bem
Saudades minhas
Cartas de amor, quem as não tem
Porém de ti
Nem sequer uma carta de amor
Uma carta vulgar recebi
Pra acalmar minha dor
Mas mesmo assim
Eu para ti não deixei de escrever
Pois bem sabes que tu para mim
És todo o meu viver
Cartas de amor
Quem as não tem
Cartas de amor
Pedaços de dor
Sentida de alguém
Cartas de amor, andorinhas
Que num vai e vem, levam bem
Saudades minhas
Cartas de amor, quem as não tem.
Entrevistas a idosos
Algumas questões a colocar aos idosos, relacionadas com a “visão da sociedade acerca das pessoas idosas”:
Quando o Senhor(a) era jovem, a palavra idoso era utilizada? Como se chamava uma pessoa com idade avançada? A partir de que idade se considerava que alguém tinha “idade avançada”?
- Não se usava a palavra idoso, nem sequer era conhecida
- Usava-se velho/velhinho – forma carinhosa de chamar, não se levava a mal,
- 50/60 anos: chamava-se velho; > 70 anos: velhinhos, velhotes
- Idade avançada: considerava-se a partir dos 60 anos
Hoje em dia, por norma, as pessoas deixam de trabalhar por volta dos 65anos (reforma). Quando o senhor(a) era jovem havia uma idade limite a partir da qual se deixava de trabalhar?
Até que idade se trabalhava?
- Começava-se a trabalhar por volta dos 10/11 anos
- Não havia idade limite para parar de trabalhar.
- Trabalhava-se até se poder/querer ou até morrer, não existia a reforma
Para além da profissão exercida, que outras tarefas e responsabilidades tinham as pessoas idosas (ao nível da sua comunidade, ao nível da família)? Relativamente a essas tarefas e responsabilidades, havia diferenças entre homens e mulheres? Quais?
- Para além da profissão, trabalhava-se nas terras, no campo.
- As idosas também ajudavam na educação dos netos – avó era mãe duas vezes
- Os homens só trabalhavam fora de casa, para sustentar a família; quando chegavam a casa depois do dia de trabalho, os homens iam para a taberna
- As Mulheres ficavam em casa para realizar as tarefas domésticas e cuidar dos filhos. Em casa, os homens não ajudavam em nada
- Os homens não gostavam que as mulheres trabalhassem fora de casa
- Era raro as mulheres trabalharem fora de casa e muito menos com outros homens
- Diferenças H/M: Homens mandavam; Homem era o ‘chefe de família’. As mulheres tinham de sujeitar-se ao que o marido queria
- As mulheres tinham poucos direitos: não podiam sair sozinhas, para viajar tinham de ter uma autorização do marido que era passada pelo Governo Civil; não tinham o direito de votar
- Quando o marido arranjava uma amante, a mulher tinha de ser ainda mais carinhosa e atenciosa com ele e não podia dizer nada
- As raparigas eram educadas para ser mães e donas de casa
- O vestuário era muito recatado: não se podia usar decotes, mangas de cava ou calças e na maioria das vezes também não se podia cortar os cabelos
Quando uma pessoa idosa adoecia e ficava sem capacidade para tratar de si próprio, o que acontecia? Quem cuidava dele(a)?
(…) E se não houvesse quem pudesse tratar dele(a), o que lhe acontecia?
- Rede informal: em primeiro lugar a família (filha, nora) e se esta não existisse eram os amigos, vizinhos
- Quem não tinha ninguém acabava por ir para Instituições do Estado (asilos)
No seu tempo, como eram constituídos os agregados familiares: eram formados apenas por pais e filhos como hoje em dia? Quem ditava as regras na família? Quem tinha mais autoridade?
- O agregado familiar podia ser bastante alargado: para além dos pais e filhos também podiam coabitar avós, tios...
- Antigamente tinha-se mais filhos
- Quando se casava arranjava-se casa e constituíasse família – o casal e os filhos
- O homem tinha sempre mais autoridade, mandava na mulher; mulher governava a casa; os filhos tinham de obedecer em 1º lugar ao pai (ou à mãe, se não houvesse pai)
- Quando os filhos trabalhavam e ainda viviam em casa dos pais, tinham de entregar todo o dinheiro nas mãos dos pais (o ordenado chama-se ‘féria’)
- O homem mandava na mulher; mulher governava a casa
- Por vezes as dificuldades económicas obrigavam que se ficasse em casa dos pais ou sogros (após casar) – nesta situação o homem mais velho (pai/sogro) era quem mandava
Acha que hoje em dia as pessoas idosas são tão respeitadas como eram no seu tempo? Na sua opinião, o que é que mudou?
- Antigamente os idosos eram mais respeitados do que hoje; a educação dada às crianças mudou muito, há liberdade a mais. Hoje: os jovens não respeitam pai nem mãe, como hão-de respeitar quem não conhecem?
- Depende da educação; ainda hoje se vê quem respeite os idosos
- Mas também se vê jovens sem educação: ouvem-se palavrões, não se levantam para dar o lugar a uma pessoa idosa...
- Antigamente:
» Não dizíamos palavrões à frente das pessoas adultas (respeito);
» Bastava abrirem os olhos para ‘ficarmos logo em sentido’
» Uma criança/jovem não se levantava da mesa sem pedir autorização ao pai
» Não saía de casa sem pedir a bênção à mãe
- Antigamente os idosos eram considerados pessoas sábias – pedia-se-lhes conselhos, opiniões; Hoje os idosos são vistos como um estorvo para as famílias
- Hoje as pessoas trabalham mais fora de casa, não têm tanto tempo para a família – daí a a necessidade de Lares, J. Infância;
- As pessoas andam mais ocupadas, a vida corre mais depressa; não têm tempo para os familiares (nomeadamente para os idosos), parece que têm medo que a vida acabe amanhã.
9 de março de 2010
6 de março de 2010
Que brinquedos tinham os nossos avós?
A indústria de brinquedos era quase inexistente em Portugal nas primeiras décadas do século XX. Não se valorizava ainda a necessidade de brincar das crianças e só os mais abastados tinham acesso a eles.
Um grilo feito de cana, com que se entretinham a reproduzir o som de uma ave tipica de outono.
A generalidade dos brinquedos da infância dos nossos avós eram criados e feitos pelas suas próprias mãos, fruto da imaginação e talento das crianças e seus pais.
Lançámos um desafio a um grupo de idosos para que nos reproduzissem alguns brinquedos tal e qual ao que costumavam fazer em criança para brincar, para podermos ter uma ideia de como eram na realidade. Partilhamos aqui alguns resultados:

Carrinho feito de uma lata de conserva de atum com arame, era assim que muitas crianças se entretinham a brincar na rua!
Com balanças feitas a partir de uma caixa de graxa, era usual brincar-se ao comércio.
As bonecas eram elaboradas a partir de trapos e restos de tecidos, com o rosto pintado à mão. O resultado final dependia da dedicação, jeito e imaginação de cada um!
Um quarto dos anos 40 a 50
Uma tradicional cama de ferro, com colchão enchido com saia de milho/ capelo (folha do milho seca), a decoração era simples e elaborada com restos de tecidos e criatividade. A mesinha de cabeceira era também um elemento comum...
Penicos de esmalte, apesar de serem caros na época (cerca de 60 escudos), eram imprescindíveis! De manhã eram despejados no balde da casa. Os menos abastados tinham poucos cobertores e, por vezes, passavam frio.
O crucifixo era um elemento sempre presente numa sociedade em que a igreja dominava o quadro de mentalidade popular. O lavatório tradicional e o candeeiro a petróleo também eram fundamentais. O napron de renda é que era pouco usual nas casas humildes. Estas imagens foram recolhidas no Museu Etnográfico de São João da Ribeira, com autorização.
Cozinha popular nos anos 40 a 50
Vai um cafézinho de cafeiteira da avó, com brasa para assentar a borra?
A mesa de cozinha, usualmente de pequenas dimensões, preparada.
O cântaro de barro conservava a água bem fresquinha!
A melhor loiça, mas apenas para uso especial...
A Arca e os ferros de engomar a carvão foram elementos característicos nas cozinhas portuguesas ... só o chão visível na foto não corresponde à época.
2 de março de 2010
Barbearia salão de moda
Uma nova visão politica popularizou o desejo da beleza e de seguir a moda, á medida que a qualidade de vida vai melhorando.No final do século XIX, multiplicam-se as barbearias em Lisboa, mostrando o interesse dos homens pela sua aparência. A barbearia salão de moda era ponto de passagem obrigatório, também para o convívio. O barbeiro era uma pessoa reconhecida e de confiança.
Resumo da entrega do catálogo da exposição Lisboa Republicana: Roteiro Patrimonial. Fotografia de Joshua Benoliel , entre o ano 1873-1932, Arquivo Fotográfico Municipal.
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