Bem Vindos

Olá!

Queremos dar as boas vindas a todos os visitantes.

Somos um grupo de formandas e formadores do curso de Educação e Formação de Adultos - Agente em Geriatria e vamos aqui apresentar o nosso tema de vida “Conta-me como era…”.

Estamos a realizar uma pesquisa sobre variadíssimos temas do século XX, incluindo o quotidiano, a vida familiar, a saúde e os acontecimentos nacionais e internacionais mais marcantes.

No final vamos apresentar uma dramatização sobre este tema, onde iremos reviver a vida nas ruas da Lisboa antiga. Convidamos todos os interessados a comentar.

Contem-nos como era e acompanhem-nos nesta viagem ao passado no comboio da saudade!

Estamos a fazê-lo com todo o gosto, esperamos que se divirtam.

2 de março de 2010

A livraria Bertrand


A livraria Bertrand na Rua Garrett foi inaugurada em 1773 por iniciativa de Jean Joseph Bertrand . Este livreiro Francês tinha já fundado a primeira livraria Bertrand com o irmão, Pierre, em 1732. No entanto, com o terramoto de 1755, o irmão decidiu abandonar o negócio e Jean Joseph tomou para si a tarefa de o fazer renascer. Graças a sua perseverança, a Livraria da Rua Garrett alcançou grande sucesso. Nos dias de hoje já se encontram Livrarias Bertrand por todo o país.
A casa mãe em Lisboa passou a ser frequentada por turistas e não só.

Texto elaborado no seguimento da visita à Lisboa Republicana: roteiro patrimonial.

Como se lavava a roupa? Nos lavadouros públicos!


Sem saneamento básico, a roupa era lavada nos tanques públicos em pedra, cobertos com lusalite. Os lavadouros públicos da Câmara Municipal de Lisboa eram usados das 8h ás 17 horas, pagando-se na altura alguns tostões.
A roupa suja era carregada em trouxas até ao lavadouro público local, uma tarefa dura e ingrata, onde era ensaboada com sabão azul e branco e esfregada na pedra áspera de granito a torcer.
Neles juntavam-se várias mulheres da comunidade em ambiente de conversa e convívio, onde se cantava e se inteiravam dos boatos e mexericos.
Existiam ainda as lavadeiras profissionais aí lavavam as roupas das clientes.
Ainda hoje existem alguns destes lavadouros públicos na cidade de Lisboa, mas condenados ao desaparecimento.

Nas zonas rurais a roupa era ainda lavada nos rios, ribeiras e riachos.

Higiene pessoal

Alguma vez pensaste como seriam os banhos no tempo das nossas avós?!?
Antigamente as pessoas tomavam banho dentro de um alguidar de zinco com fundo de madeira. Sem água canalizada, as pessoas iam à água ao chafariz e transportavam-na até casa, onde a aqueciam em panelas.
Por motivo de economia de esforço e de recursos, tomavam banho de 8 em 8 dias, geralmente ao sábado. Para aproveitar a água, vários membros da família tomavam o banho de seguida e a água era reutilizada para outros efeitos domésticos (ex. Limpezas).
Quem não tinha espaço em casa para um alguidar/banheira de zinco, ia a um Balneário público na cidade de Lisboa. Nos balneários públicos existiam duches separados e quem os utilizava pagava 1 escudo.
Outro costume habitual era a mulher que dava à luz uma criança ficar 30 dias dentro de casa sem sair e não tomava banho.
Nesta altura não havia penso higiénico e as senhoras no período da menstruação usavam panos dobrados, prendidos com um alfinete!
A informação que aqui relatei foi recolhida junto de idosos que entrevistei.

Havia também quem lavasse a roupa em casa...


Para além dos lavadouros públicos existentes em quase todas as freguesias da cidade de Lisboa, havia ainda quem lavasse a sua roupa em casa.

Era num alguidar em cima de um banco, mesa ou outro local da cozinha (onde houvesse espaço), com o recurso ainda a uma tábua de madeira onde se esfregava com uma escova de piaça e sabão azul e branco.

Hummm, que cheirinho!!

Os mais carenciados, chegavam mesmo a ter que lavar a roupa na véspera, quando a sujidade o justificasse, para a vestir de novo no dia seguinte.

Era um tempo de "super-mulheres" em que a vida doméstica era dura e recaia exclusivamente sobre o sexo feminino. No entanto, há quem recorde com saudade este tempo.

1 de março de 2010

Martin Luther King – “Eu tenho um sonho”

Martin Luther king, pastor protestante e activista político estadunidense. Membro da Igreja Batista, tornou-se um dos mais importantes líderes do activismo pelos direitos civis (para negros e mulheres, principalmente) nos Estados Unidos e no mundo, através de uma campanha de não-violência e de amor para com o próximo. Tornou-se a pessoa mais jovem a receber o Prémio Nobel da Paz em 1964, pouco antes do seu assassinato. O seu discurso mais famoso e lembrado é “Eu tenho um sonho”!
1960 – Martin Luther king previu algumas manifestações organizadas e não-violentas contra o sistema de segregação. Iriam criar uma opinião pública favorável ao cumprimento dos direitos civis.
1963 – Martin L.K proferiu o seu mais famoso discurso, “Eu tenho um sonho”, durante a chamada “Marcha pelo emprego e pela liberdade”.
1965 – Foi durante uma marcha que foi criada a expressão “Black Power”.
1968 – Assassinato de Martin Luther King.1986 – Ano em que foi estabelecido um feriado nacional nos Estados Unidos, Dia de Martin Luther King.

Guerra do Vietnam

A Guerra do Vietnam foi um conflito armado ocorrido no Sudeste Asiático entre 1959 e 30 de Abril de 1975.
A guerra colocou em confronto, de um lado, a República do Vietnam e os Estados Unidos, com a participação da Correia do Sul, da Austrália e da Nova Zelândia, e do outro, a República Democrática do Vietnam e a Frente Nacional para a Libertação do Vietnam.
Na guerra, aproximadamente três a quatro milhões de vietnamitas dos dois lados morreram, além de outros dois milhões de cambojanos e laocianos, arrastados para a guerra com a propagação do conflito, e cerca de 50 mil soldados dos Estados Unido da América.
A guerra levou a uma forte oposição e divisão da sociedade norte-americana, que gerou Acordos de Paz em 1973, causando a retirada das tropas do país do conflito. Só terminou a guerra em Abril de 1975, com a invasão e ocupação comunista de Saigon e com a rendição total do exército sul-vietnamita.
Para os EUA a guerra do Vietnam resultou na maior confrontação armada em que o país já se viu envolvido.

26 de fevereiro de 2010

Os bailaricos populares no Portugal urbano dos anos 50.

Os nossos idosos relatam frequentemente que, na sua juventude, as tardes e noites de fim de semana eram passadas em bailes e bailaricos bastante participados e concorridos.

Havia-os por todo o lado, para todos os gostos e bolsos, desde os mais sofisticados bailes organizados por clubes recreativos e sociedades musicais, aos levados a cabo por grupos de vizinhos, abarcando um bairro, uma rua, por vezes até um pátio comum a várias habitações.

Os salões de baile das sociedades recreativas assumiram um protagonismo muito importante na ocupação do tempo livre e no divertimento da população. Mas, existiam formalidades e regras muito claras e definidas no respeito pelos usos e costumes:

- O espaço destinado ao baile era rectangular, formado por cadeiras onde apenas se sentavam as “damas”, delimitando a zona para dançar e um espaço para os homens, que, de pé, aguardavam a oportunidade de um Convite por parte de um cavalheiro ou galã : "A menina Dança?".

- As Donzelas eram acompanhadas por um familiar, que por gestos ou sinais consentia ou não a aceitação do convite e vigiava o comportamento do cavalheiro.

- As danças eram exclusivamente de pares, idealmente em sintonia. Era quase um delito vergonhoso, pisar o pé da parceira da dança e, por isso, os dançarinos mais hábeis faziam sucesso junto das damas.

- Se durante a dança o rapaz ousasse um "aperto" corria o risco de levar um estalo ou sofria a humilhação de ser abandonado no salão de dança.

- Um gramofone e uma rudimentar e nada “hi-fi” instalação sonora, transmitia os tangos, marchas, valsas, e ritmos sul-americanos, que os bailarinos procuravam dançar da melhor forma que sabiam.

- Geralmente, em cada sessão de baile, havia um animador ou director do clube que, em determinado momento, subia ao palco e anunciava a mais temida das frases por parte da malta “tesa” ( no sentido monetário do termo, entenda-se): “Damas ao bufete”. Nesse momento o cavalheiro deveria pagar uma bebida ou um bolo à donzela.

- Frequentemente a entrada para estes recintos era paga. O preço era o mínimo possível para custear as despesas da festa: electricidade, licença da autarquia e parte da decoração do recinto que tinha que ser comprada, porque tudo o restante, festões, grinaldas e balões de papel, era feito pelos vizinhos ou membros organizadores.

O Moço de Fretes

Reconhecidos pelas cordas, pairavam nas esquinas e nos passeios da cidade de Lisboa, prontos para aceitar "fretes/serviços" a troco de pagamento do serviço. Faziam de tudo um pouco: entregas ao domicílio, carregavam mobílias, fardos, mercearia, bilhetinhos de amor, pagamentos e outras coisas mais.
Nos finais dos anos 60 o Governo Civil já não passava novas licenças para a esta profissão.

25 de fevereiro de 2010

Postais Ilustrados

A propósito do tema dos postais ilustrados, vejam o blogue do projecto mencionado no artigo que lemos em Linguagem e Comunicação:

Imagem do primeiro postal ilustrado português, editado pelos Correios em 1894 por ocasião das comemorações do V Centenário do Nascimento do Infante D. Henrique.

24 de fevereiro de 2010

O Serviço de Bibliotecas Itinerantes surge em 1958. Lembram-se delas?

Em 1958 a Fundação Calouste Gulbenkian iniciava o serviço de Bibliotecas Itinerantes pelo país fora. Eram carrinhas da marca Citroên, que transportavam um certo número de livros para que no local onde elas estacionassem os leitores os pudessem consultar.

O Metro de Lisboa nasceu há 50 Anos!

O Metro de Lisboa foi inaugurado a 29 Dezembro de 1959 pelo Presidente da República Américo Thomás e solenemente benzido pelo Cardeal Cerejeira.

Nesta 1ª fase, o Metro contava apenas com 11 estações para o percurso entre Restauradores -Entre Campos (feitos em apenas 8 minutos), destituindo assim a importância do velho eléctrico que subia vagarosamente a avenida da Liberdade.

A rede aberta ao público (cuja construção se iniciara em 1955) consistia numa linha em Y constituída por um outro troço Sete Rios (actualmente, Jardim Zoológico) – Rotunda (actualmente, Marquês de Pombal).

A estação do Rossio viria a ser inaugurado apenas em 1963.

O novo meio de transporte registou uma adesão em massa, tendo transportado no primeiro ano 15 milhões de passageiros.

Os primeiros autocarros nos Anos 40

Em 1944 foram inauguradas as primeiras carreiras de autocarros públicos na cidade de Lisboa.

Este facto deveu-se à Exposição do Mundo Português, que assinalou o 8º centenário da Fundação da Nacionalidade. Foram adquiridos 6 autocarros para reforçar o transporte de visitantes para o recinto da exposição em Belém.

Nas décadas de 50 e 60 registou-se um forte desinvestimento na rede de eléctricos, e o "amarelinho" de Lisboa perdeu a sua importância na dinâmica da cidade e entrou em decadência.

Almanaque das Senhoras

O "Almanaque das Senhoras para Portugal e Brasil" foi fundado em 1871 pela D.Guilhermina Torrezão, senhora da alta sociedade. Esta publicação,destinada a um público feminino, incluía muitas dicas sobre moda, culinária,etiqueta e outros conselhos úteis. Era uma publicação com muita aceitação por parte de todos. Em1909 teve a colaboração de D. Júlia Gusmão. O seu encerramento ocorreu em 1928. A sua sede estava situada na Rua Augusta nº44-54, onde hoje em dia se encontra uma loja de Artesanato. Em toda a zona circundante existiram várias outras publicações, tais como"O Século","Almanaque o Mundo",ou o"Ilustrado de a Capital, todos eles hoje extintosStrawberry World Lisbon

Monumento aos Combatentes da Grande Guerra

A 9 de Abril de 1920,a propósito da efeméride da Batalha de La Lys, foi pensado um Monumento aos Mortos da Grande Guerra, para o qual foi formada uma comissão Nacional. A primeira pedra foi colocada exactamente três anos depois. A inauguração deu-se a 22 de Novembro de 1931, na presença das mais altas figuras do Estado e do Município.
O projecto é de Guilherme e Carlos de Andrade e a escultura(A Pátria a Coroar o Soldado) é de Maximiliano Alves


Monumento Comemorativo aos Mortos da Grande Guerra
 

Convido-vos a passear por:

Para descobrir Lisboa antiga ... através de fotografias maravilhosas! Vão até:
www.orgb.net16.net/Lisboa%20Antiga.html

Merece a Vossa atenção!