Bem Vindos

Olá!

Queremos dar as boas vindas a todos os visitantes.

Somos um grupo de formandas e formadores do curso de Educação e Formação de Adultos - Agente em Geriatria e vamos aqui apresentar o nosso tema de vida “Conta-me como era…”.

Estamos a realizar uma pesquisa sobre variadíssimos temas do século XX, incluindo o quotidiano, a vida familiar, a saúde e os acontecimentos nacionais e internacionais mais marcantes.

No final vamos apresentar uma dramatização sobre este tema, onde iremos reviver a vida nas ruas da Lisboa antiga. Convidamos todos os interessados a comentar.

Contem-nos como era e acompanhem-nos nesta viagem ao passado no comboio da saudade!

Estamos a fazê-lo com todo o gosto, esperamos que se divirtam.

2 de março de 2010

Café Chave D’Ouro

O café chave D’ouro foi fundado em 1916 e conquistou a preferência da classe politica.
Nas décadas de 40 e 50, O Chave D’ouro fazia parte do quotidiano dos intelectuais e oposicionistas ao regime de Salazar. Ai se realizou a conferência de imprensa que lançou a candidatura de Humberto Delgado, em Maio de 1958.
Salazar mandou fechar o café no ano seguinte, pois acreditava que este era um centro de “ódio e dissolução. Apesar de o Chave D’ouro ter desaparecido, a tradição dos cafés como ponto de encontro dos Lisboetas tem-se mantido ao longo dos tempos.

Texto elaborado no seguimento da visita à exposição Lisboa Republicana: Roteiro Patrimonial. Fotografia de Kurt Pinto , no ano 1940, Arquivo Fotográfico Municipal.
Aí vai o site dos CLÁSSICOS DA RADIO
http://www.classicosdaradio.com/

Anúncios radiofónicos

Um site muito interessante com excertos de programas radiofónicos e anúncios desde os anos 50

A Feira da Luz

A Feira da Luz ainda hoje se realiza em Setembro no mesmo local.
As Feiras fazem parte das tradições rurais que as classes polares tentavam reproduzir para promover o convívios, o lazer e o comércios, localizando-se geralmente nos arredores da Cidade.
Em 1910 já poucas existiam, sendo substituídos por um novo tipo de feira, que dará a origem á feira Popular: Feira de Agosto, mais sofisticado.

Resumo de entrega do catálogo da exposição Lisboa Republicana: Roteiro Patrimonial.

A Rua Garrett


Mapa de Localização e Transportes

Conquistou a sua fama ao longo do século XIX, sendo uma zona de passeio e de comércio para classe média e alta.
Aí se localizavam vários casas de comércio, entre elas Gardénia, Pompadour, Jerónimos Martins (charcutaria), Eduardo Martins(tecidos), e a Livraria Bertrand, atracões Lisboetas.
Era também um ponto de encontro onde as senhoras exibiam a sua elegância.
A Rua Garrett continua a ser muito frequentada hoje, principalmente por turistas que ainda podem fazer compras nesta zona, ao som de animados artistas de Rua.

Texto elaborado no seguimento da visita à exposição Lisboa Republicana: Roteiro Patrimonial. Fotografia de Armando Seródio, no ano 1963,Arquivo Fotográfico Municipal.

Casa de Penhores: “Vou ao Prego”!

Durante os anos que se seguiram à II Guerra Mundial tornou-se vulgar o recurso às casas de penhores, casas que emprestavam dinheiro em troca de objectos segunda mão e pertences pessoais, que as pessoas podiam recuperar ou reaver em troca de um pagamento em dinheiro.

O contracto de penhor resumia-se a uma cautela que era dada ao cliente, que servia para reaver o seu objecto mais tarde. Se não tivessem possibilidades de levantar os seus pertences no prazo dado, as casas de penhores leiloavam esses bens.

Em tempos de grande pobreza, muitas idosas contaram-nos que tinham que pôr no “prego” à segunda-feira bens essenciais como o seu calçado, o fato de domingo dos maridos ou até cordões e brincos de ouro, que levantavam a correr ao sábado (quando os maridos recebiam semanalmente), para poderem usá-los ao domingo. Na segunda-feira seguinte voltavam a penhorá-los!
Quase tudo se aceitava no prego como garantia, mesmo móveis.

A estação do Rossio


Na estação do Rossio tiveram lugar vários acontecimentos.
Em 1907, uma concorrida manifestação contra o ditador João Franco; na revolução de 1910 foi defendida pela Guarda-fiscal enquanto ponto estratégico; através do Túnel, chegaram militares Republicano. Era da Estação do Rossio que chegava e partia quem viajava para o país e estrangeiro. Aqui foi morto o Presidente da República Sidónio Pais.

Resumo da entrega do catálogo da exposição Lisboa Republicana: Roteiro Patrimonial. Fotografia de Manuel Tavares, no ano 1949, Arquivo Fotográfico Municipal.

As Lojas de Comércio


Mercearias
Em 1945 não havia supermercados. Muitos produtos eram vendidos porta a porta e outros nas mercearias. Os produtos estavam dispostos em sacas ou em entulhas e tudo era vendido a avulso (retalho) e em pequenas medidas porque o dinheiro era pouco.
A maioria das pessoas comprava a título de exemplo:
1 ou 2 ovos;
1 Posta de bacalhau demolhada (5 a 7 tostões);
2 dl de azeite por 5 tostões (50 centavos no tempo do escudo).
5, 10 ou 15 tostões de açúcar, farinha, café ou bolachas que eram embrulhados em pacotinhos/cartuxos de papel.

Só quem sabia ler é que pedia em gramas.
Os produtos com gordura (como a manteiga, banha e atum) eram embrulhados em papel vegetal. Muitos pediam ao merceeiro que lhes guardasse as latas de 5kg do Atum quando estivessem vazias, para fazerem panelas com elas (abrindo um buraco nos lados e colocando um arame).
O feijão era vendido ao litro (medida que equivalia a cerca de 700 gr.).
Nesta altura já havia quem cozinhasse com fogareiro de petróleo, mas só quem tinha dinheiro, porque a maioria cozinhava com fogareiro de carvão.

Carvoarias
As Carvoarias estavam ligadas às tabernas. Vendiam carvão e bolas de restos de carvão amassados com greda (espécie da barro) que ajudavam a conservar o calor do fogareiro. Vendiam ainda a carqueja (arbusto que cresce nas matas e que é muito bom para atear o lume).

Drogarias
As Drogarias vendiam um pouco de tudo de produtos de limpeza como o sabão, a potassa que ajudava a desengordurar a loiça, produtos de higiene íntima como o permaganato (desinfectante íntimo da mulher) e o bicarbonato de sódio. Vendiam também o petróleo e o álcool natural para acender os fogareiros. No fundo aí vendia-se um pouco de tudo, excepto produtos alimentares.

Capelistas e Ateliês de costura
Linhas, agulhas, meias, dedais, pentes e travessas para o cabelo eram vendidos naquela época nas “Capelistas”, que hoje conhecemos como retrosarias.
Existiam as Lojas de Fazendas que vendiam peças de fazenda ao metro e as Alfaiatarias que faziam os fatos para homens, os Ateliers de Costura com as modistas onde eram feitas a roupa de mulher. Não existiam os prontos-a-vestir.

Sapatarias
Nas sapatarias eram vendidos os modelos de fábrica mas também modelos únicos elaborados pelos sapateiros. No entanto nem toda a gente podia comprar sapatos nas sapatarias. A maior parte das pessoas comprava os sapatos nas feiras (ex. feira da ladra).

Aproveitamento de roupas

Hoje em dia a maioria das pessoas não se dá ao trabalho de coser e remendar as meias! Mas nem sempre foi assim! Várias idosas comentaram comigo que a roupa era reutilizada até à exaustão! As roupas levavam remendos e nas meias cosiam palmilhas de tecido (no exterior das meias) para as proteger, assim duravam mais tempo. Quando se rompiam, cosiam-se quantas vezes fosse preciso!

A livraria Bertrand


A livraria Bertrand na Rua Garrett foi inaugurada em 1773 por iniciativa de Jean Joseph Bertrand . Este livreiro Francês tinha já fundado a primeira livraria Bertrand com o irmão, Pierre, em 1732. No entanto, com o terramoto de 1755, o irmão decidiu abandonar o negócio e Jean Joseph tomou para si a tarefa de o fazer renascer. Graças a sua perseverança, a Livraria da Rua Garrett alcançou grande sucesso. Nos dias de hoje já se encontram Livrarias Bertrand por todo o país.
A casa mãe em Lisboa passou a ser frequentada por turistas e não só.

Texto elaborado no seguimento da visita à Lisboa Republicana: roteiro patrimonial.

Como se lavava a roupa? Nos lavadouros públicos!


Sem saneamento básico, a roupa era lavada nos tanques públicos em pedra, cobertos com lusalite. Os lavadouros públicos da Câmara Municipal de Lisboa eram usados das 8h ás 17 horas, pagando-se na altura alguns tostões.
A roupa suja era carregada em trouxas até ao lavadouro público local, uma tarefa dura e ingrata, onde era ensaboada com sabão azul e branco e esfregada na pedra áspera de granito a torcer.
Neles juntavam-se várias mulheres da comunidade em ambiente de conversa e convívio, onde se cantava e se inteiravam dos boatos e mexericos.
Existiam ainda as lavadeiras profissionais aí lavavam as roupas das clientes.
Ainda hoje existem alguns destes lavadouros públicos na cidade de Lisboa, mas condenados ao desaparecimento.

Nas zonas rurais a roupa era ainda lavada nos rios, ribeiras e riachos.

Higiene pessoal

Alguma vez pensaste como seriam os banhos no tempo das nossas avós?!?
Antigamente as pessoas tomavam banho dentro de um alguidar de zinco com fundo de madeira. Sem água canalizada, as pessoas iam à água ao chafariz e transportavam-na até casa, onde a aqueciam em panelas.
Por motivo de economia de esforço e de recursos, tomavam banho de 8 em 8 dias, geralmente ao sábado. Para aproveitar a água, vários membros da família tomavam o banho de seguida e a água era reutilizada para outros efeitos domésticos (ex. Limpezas).
Quem não tinha espaço em casa para um alguidar/banheira de zinco, ia a um Balneário público na cidade de Lisboa. Nos balneários públicos existiam duches separados e quem os utilizava pagava 1 escudo.
Outro costume habitual era a mulher que dava à luz uma criança ficar 30 dias dentro de casa sem sair e não tomava banho.
Nesta altura não havia penso higiénico e as senhoras no período da menstruação usavam panos dobrados, prendidos com um alfinete!
A informação que aqui relatei foi recolhida junto de idosos que entrevistei.

Havia também quem lavasse a roupa em casa...


Para além dos lavadouros públicos existentes em quase todas as freguesias da cidade de Lisboa, havia ainda quem lavasse a sua roupa em casa.

Era num alguidar em cima de um banco, mesa ou outro local da cozinha (onde houvesse espaço), com o recurso ainda a uma tábua de madeira onde se esfregava com uma escova de piaça e sabão azul e branco.

Hummm, que cheirinho!!

Os mais carenciados, chegavam mesmo a ter que lavar a roupa na véspera, quando a sujidade o justificasse, para a vestir de novo no dia seguinte.

Era um tempo de "super-mulheres" em que a vida doméstica era dura e recaia exclusivamente sobre o sexo feminino. No entanto, há quem recorde com saudade este tempo.

1 de março de 2010

Martin Luther King – “Eu tenho um sonho”

Martin Luther king, pastor protestante e activista político estadunidense. Membro da Igreja Batista, tornou-se um dos mais importantes líderes do activismo pelos direitos civis (para negros e mulheres, principalmente) nos Estados Unidos e no mundo, através de uma campanha de não-violência e de amor para com o próximo. Tornou-se a pessoa mais jovem a receber o Prémio Nobel da Paz em 1964, pouco antes do seu assassinato. O seu discurso mais famoso e lembrado é “Eu tenho um sonho”!
1960 – Martin Luther king previu algumas manifestações organizadas e não-violentas contra o sistema de segregação. Iriam criar uma opinião pública favorável ao cumprimento dos direitos civis.
1963 – Martin L.K proferiu o seu mais famoso discurso, “Eu tenho um sonho”, durante a chamada “Marcha pelo emprego e pela liberdade”.
1965 – Foi durante uma marcha que foi criada a expressão “Black Power”.
1968 – Assassinato de Martin Luther King.1986 – Ano em que foi estabelecido um feriado nacional nos Estados Unidos, Dia de Martin Luther King.

Guerra do Vietnam

A Guerra do Vietnam foi um conflito armado ocorrido no Sudeste Asiático entre 1959 e 30 de Abril de 1975.
A guerra colocou em confronto, de um lado, a República do Vietnam e os Estados Unidos, com a participação da Correia do Sul, da Austrália e da Nova Zelândia, e do outro, a República Democrática do Vietnam e a Frente Nacional para a Libertação do Vietnam.
Na guerra, aproximadamente três a quatro milhões de vietnamitas dos dois lados morreram, além de outros dois milhões de cambojanos e laocianos, arrastados para a guerra com a propagação do conflito, e cerca de 50 mil soldados dos Estados Unido da América.
A guerra levou a uma forte oposição e divisão da sociedade norte-americana, que gerou Acordos de Paz em 1973, causando a retirada das tropas do país do conflito. Só terminou a guerra em Abril de 1975, com a invasão e ocupação comunista de Saigon e com a rendição total do exército sul-vietnamita.
Para os EUA a guerra do Vietnam resultou na maior confrontação armada em que o país já se viu envolvido.