Os nossos idosos relatam frequentemente que, na sua juventude, as tardes e noites de fim de semana eram passadas em bailes e bailaricos bastante participados e concorridos.26 de fevereiro de 2010
Os bailaricos populares no Portugal urbano dos anos 50.
Os nossos idosos relatam frequentemente que, na sua juventude, as tardes e noites de fim de semana eram passadas em bailes e bailaricos bastante participados e concorridos.Havia-os por todo o lado, para todos os gostos e bolsos, desde os mais sofisticados bailes organizados por clubes recreativos e sociedades musicais, aos levados a cabo por grupos de vizinhos, abarcando um bairro, uma rua, por vezes até um pátio comum a várias habitações.
Os salões de baile das sociedades recreativas assumiram um protagonismo muito importante na ocupação do tempo livre e no divertimento da população. Mas, existiam formalidades e regras muito claras e definidas no respeito pelos usos e costumes:
- O espaço destinado ao baile era rectangular, formado por cadeiras onde apenas se sentavam as “damas”, delimitando a zona para dançar e um espaço para os homens, que, de pé, aguardavam a oportunidade de um Convite por parte de um cavalheiro ou galã : "A menina Dança?".
- As Donzelas eram acompanhadas por um familiar, que por gestos ou sinais consentia ou não a aceitação do convite e vigiava o comportamento do cavalheiro.
- As danças eram exclusivamente de pares, idealmente em sintonia. Era quase um delito vergonhoso, pisar o pé da parceira da dança e, por isso, os dançarinos mais hábeis faziam sucesso junto das damas.
- Se durante a dança o rapaz ousasse um "aperto" corria o risco de levar um estalo ou sofria a humilhação de ser abandonado no salão de dança.
- Um gramofone e uma rudimentar e nada “hi-fi” instalação sonora, transmitia os tangos, marchas, valsas, e ritmos sul-americanos, que os bailarinos procuravam dançar da melhor forma que sabiam.
- Geralmente, em cada sessão de baile, havia um animador ou director do clube que, em determinado momento, subia ao palco e anunciava a mais temida das frases por parte da malta “tesa” ( no sentido monetário do termo, entenda-se): “Damas ao bufete”. Nesse momento o cavalheiro deveria pagar uma bebida ou um bolo à donzela.
- Frequentemente a entrada para estes recintos era paga. O preço era o mínimo possível para custear as despesas da festa: electricidade, licença da autarquia e parte da decoração do recinto que tinha que ser comprada, porque tudo o restante, festões, grinaldas e balões de papel, era feito pelos vizinhos ou membros organizadores.
Tema:
Formas de Diversão
O Moço de Fretes
Reconhecidos pelas cordas, pairavam nas esquinas e nos passeios da cidade de Lisboa, prontos para aceitar "fretes/serviços" a troco de pagamento do serviço. Faziam de tudo um pouco: entregas ao domicílio, carregavam mobílias, fardos, mercearia, bilhetinhos de amor, pagamentos e outras coisas mais. Nos finais dos anos 60 o Governo Civil já não passava novas licenças para a esta profissão.
25 de fevereiro de 2010
Postais Ilustrados
A propósito do tema dos postais ilustrados, vejam o blogue do projecto mencionado no artigo que lemos em Linguagem e Comunicação:
Imagem do primeiro postal ilustrado português, editado pelos Correios em 1894 por ocasião das comemorações do V Centenário do Nascimento do Infante D. Henrique.

24 de fevereiro de 2010
O Metro de Lisboa nasceu há 50 Anos!
O Metro de Lisboa foi inaugurado a 29 Dezembro de 1959 pelo Presidente da República Américo Thomás e solenemente benzido pelo Cardeal Cerejeira.Nesta 1ª fase, o Metro contava apenas com 11 estações para o percurso entre Restauradores -Entre Campos (feitos em apenas 8 minutos), destituindo assim a importância do velho eléctrico que subia vagarosamente a avenida da Liberdade.
A rede aberta ao público (cuja construção se iniciara em 1955) consistia numa linha em Y constituída por um outro troço Sete Rios (actualmente, Jardim Zoológico) – Rotunda (actualmente, Marquês de Pombal).
A estação do Rossio viria a ser inaugurado apenas em 1963.
O novo meio de transporte registou uma adesão em massa, tendo transportado no primeiro ano 15 milhões de passageiros.
Os primeiros autocarros nos Anos 40

Em 1944 foram inauguradas as primeiras carreiras de autocarros públicos na cidade de Lisboa.
Este facto deveu-se à Exposição do Mundo Português, que assinalou o 8º centenário da Fundação da Nacionalidade. Foram adquiridos 6 autocarros para reforçar o transporte de visitantes para o recinto da exposição em Belém.
Nas décadas de 50 e 60 registou-se um forte desinvestimento na rede de eléctricos, e o "amarelinho" de Lisboa perdeu a sua importância na dinâmica da cidade e entrou em decadência.
Almanaque das Senhoras
O "Almanaque das Senhoras para Portugal e Brasil" foi fundado em 1871 pela D.Guilhermina Torrezão, senhora da alta sociedade. Esta publicação,destinada a um público feminino, incluía muitas dicas sobre moda, culinária,etiqueta e outros conselhos úteis. Era uma publicação com muita aceitação por parte de todos. Em1909 teve a colaboração de D. Júlia Gusmão. O seu encerramento ocorreu em 1928. A sua sede estava situada na Rua Augusta nº44-54, onde hoje em dia se encontra uma loja de Artesanato. Em toda a zona circundante existiram várias outras publicações, tais como"O Século","Almanaque o Mundo",ou o"Ilustrado de a Capital, todos eles hoje extintos
Monumento aos Combatentes da Grande Guerra
A 9 de Abril de 1920,a propósito da efeméride da Batalha de La Lys, foi pensado um Monumento aos Mortos da Grande Guerra, para o qual foi formada uma comissão Nacional. A primeira pedra foi colocada exactamente três anos depois. A inauguração deu-se a 22 de Novembro de 1931, na presença das mais altas figuras do Estado e do Município.
O projecto é de Guilherme e Carlos de Andrade e a escultura(A Pátria a Coroar o Soldado) é de Maximiliano Alves
Convido-vos a passear por:
Para descobrir Lisboa antiga ... através de fotografias maravilhosas! Vão até:
www.orgb.net16.net/Lisboa%20Antiga.html
Merece a Vossa atenção!
www.orgb.net16.net/Lisboa%20Antiga.html
Merece a Vossa atenção!
23 de fevereiro de 2010
Rua do Registo Civil
Convento do Carmo
O Convento do Carmo foi danificado pelo terramoto de 1755, passando depois a ser
quartel.
Em 1864, na igreja foi estabelecido o primeiro Museu Arqueológico em Portugal, sendo responsável pelo Museu Joaquim Possidónio da Silva, que na altura terá pedido ao rei a cedência das ruínas do edifício. Para a instalação da Associação dos Arquitectos civis e Arqueólogos Portugueses. Possidónio tinha como responsabilidade expandir e recolher o património arqueológico, histórico e arquitectónico na área de Lisboa e província. Apesar do trabalho notável desenvolvido, durante o Estado Novo o museu perdeu o seu prestígio.
Actualmente ainda se conserva o museu, apresentando uma colecção mais alargada do que na época, e até mesmo colecções e arte factos oriundos de outras partes do mundo.
Ao lado do Museu do Carmo, conserva-se também o quartel do Carmo um dos alvos, ocupado actualmente pela Guarda Nacional Republicana.
Texto elaborado no seguimento da visita à exposição Lisboa Republicana: roteiro patrimonial.
quartel.Em 1864, na igreja foi estabelecido o primeiro Museu Arqueológico em Portugal, sendo responsável pelo Museu Joaquim Possidónio da Silva, que na altura terá pedido ao rei a cedência das ruínas do edifício. Para a instalação da Associação dos Arquitectos civis e Arqueólogos Portugueses. Possidónio tinha como responsabilidade expandir e recolher o património arqueológico, histórico e arquitectónico na área de Lisboa e província. Apesar do trabalho notável desenvolvido, durante o Estado Novo o museu perdeu o seu prestígio.
Actualmente ainda se conserva o museu, apresentando uma colecção mais alargada do que na época, e até mesmo colecções e arte factos oriundos de outras partes do mundo.
Ao lado do Museu do Carmo, conserva-se também o quartel do Carmo um dos alvos, ocupado actualmente pela Guarda Nacional Republicana.
Texto elaborado no seguimento da visita à exposição Lisboa Republicana: roteiro patrimonial.
O Magalhães dos nossos avós !
Nos anos 50 os alunos da Instrução Primária em Portugal usavam a ardósia para os seus exercícios escolares.
Cinquenta e oito anos depois dos quadros de ardósia, chegou às salas de aulas do 1º ciclo do Ensino Básico o computador “Magalhães”!!
A Internet que nos anos 80 não existia é agora mais uma ferramenta que possibilita a comunicação e o conhecimento nas salas de aula, através do “Magalhães”.
Maria da Fonte
A escultura “Maria da Fonte” foi inaugurada a 15 de Setembro de 1920 para celebrar o “centenário da proclamação do regime liberal”, assinalando a revolta popular que se alargou por todo o país, conhecida por “Guerra da Patuleia”, motivada pela proibição dos enterros nas igrejas. Nesta escultura, Costa Mota, evoca o “movimento popular libertador”.Resumo da entrega do catálogo da exposição Lisboa Republicana: Roteiro Patrimonial
Tema:
roteiro lisboeta
Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura
Era uma vez um rapazinho muito pedinchão, que pediu a mãe para ir ao cinema. Como se tinha portado mal, a mãe não queria deixá-lo ir. E o menino insistia, insistia, insistia…- Ó mãe deixa lá!- Não. - Disse a mãe já zangada. -Mas porquê? Eu até tive boas notas!- Pensa lá bem no que fizeste.O menino foi brincar, perecendo desistir do cinema. Passado um bom bocado, foi ter com a mãe de novo:- Ó mãe, eu queria tanto ir com os meus colegas ao cinema! Vá lá, vá lá, vá lá…O menino tanto insistiu e argumentou, que a mãe, farta de o ouvir, lá o deixou ir e até lhe deu dinheiro para o bilheteSe tivermos persistência, sempre podemos alcançar os nossos objectivos.
Armazéns Grandella
Os Armazéns Grandella eram propriedade do Sr. Francisco Grandella, que os inaugurou
no ano 1907, inspirando-se nos grandes armazéns de Paris e Londres. O edifício possuía 11 pisos a contar da rua do Ouro e 6 a contar da rua do Carmo e foi projectado pelo Arquitecto francês George Demay. Manteve-se um exemplo de comércio moderno, sendo frequentado por pessoas de alta sociedade. Na madrugada de 28 de Agosto de1988, deflagrou um grande incêndio nos vizinhos Armazéns do Chiado, causando o fim de ambos os estabelecimentos. Mais tarde o Grandella foi reconstruído, dando origem a lojas de comércio. Preservaram-se os símbolos do proprietário: o relógio, que continha num dos lados uma mulher (simbolizando a verdade) e no outro um homem (símbolo do comércio), e o seu lema ”E segue sempre o bom caminho”.
no ano 1907, inspirando-se nos grandes armazéns de Paris e Londres. O edifício possuía 11 pisos a contar da rua do Ouro e 6 a contar da rua do Carmo e foi projectado pelo Arquitecto francês George Demay. Manteve-se um exemplo de comércio moderno, sendo frequentado por pessoas de alta sociedade. Na madrugada de 28 de Agosto de1988, deflagrou um grande incêndio nos vizinhos Armazéns do Chiado, causando o fim de ambos os estabelecimentos. Mais tarde o Grandella foi reconstruído, dando origem a lojas de comércio. Preservaram-se os símbolos do proprietário: o relógio, que continha num dos lados uma mulher (simbolizando a verdade) e no outro um homem (símbolo do comércio), e o seu lema ”E segue sempre o bom caminho”. Texto elaborado no seguimento da visita à exposição Lisboa Republicana: roteiro patrimonial. Fotografia de Kurt Pinto, 28-08-1940, Arquivo Fotográfico Municipal
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