Bem Vindos

Olá!

Queremos dar as boas vindas a todos os visitantes.

Somos um grupo de formandas e formadores do curso de Educação e Formação de Adultos - Agente em Geriatria e vamos aqui apresentar o nosso tema de vida “Conta-me como era…”.

Estamos a realizar uma pesquisa sobre variadíssimos temas do século XX, incluindo o quotidiano, a vida familiar, a saúde e os acontecimentos nacionais e internacionais mais marcantes.

No final vamos apresentar uma dramatização sobre este tema, onde iremos reviver a vida nas ruas da Lisboa antiga. Convidamos todos os interessados a comentar.

Contem-nos como era e acompanhem-nos nesta viagem ao passado no comboio da saudade!

Estamos a fazê-lo com todo o gosto, esperamos que se divirtam.

23 de fevereiro de 2010

Rua do Registo Civil


O Registo Civil foi instituído em 1876,em substituição do paroquial, forçoso até 1910.
Pelo seu carácter laico e cívico, tornou-se uma das mais conhecidas e interventivas associações republicanas.

Resumo da entrega do catálogo da exposição Lisboa Republicana:
Roteiro Patrimonial

Convento do Carmo


O Convento do Carmo foi danificado pelo terramoto de 1755, passando depois a ser quartel.
Em 1864, na igreja foi estabelecido o primeiro Museu Arqueológico em Portugal, sendo responsável pelo Museu Joaquim Possidónio da Silva, que na altura terá pedido ao rei a cedência das ruínas do edifício. Para a instalação da Associação dos Arquitectos civis e Arqueólogos Portugueses. Possidónio tinha como responsabilidade expandir e recolher o património arqueológico, histórico e arquitectónico na área de Lisboa e província. Apesar do trabalho notável desenvolvido, durante o Estado Novo o museu perdeu o seu prestígio.
Actualmente ainda se conserva o museu, apresentando uma colecção mais alargada do que na época, e até mesmo colecções e arte factos oriundos de outras partes do mundo.
Ao lado do Museu do Carmo, conserva-se também o quartel do Carmo um dos alvos, ocupado actualmente pela Guarda Nacional Republicana.

Texto elaborado no seguimento da visita à exposição Lisboa Republicana: roteiro patrimonial.

O Magalhães dos nossos avós !


Nos anos 50 os alunos da Instrução Primária em Portugal usavam a ardósia para os seus exercícios escolares.
Cinquenta e oito anos depois dos quadros de ardósia, chegou às salas de aulas do 1º ciclo do Ensino Básico o computador “Magalhães”!!
A Internet que nos anos 80 não existia é agora mais uma ferramenta que possibilita a comunicação e o conhecimento nas salas de aula, através do “Magalhães”.

Maria da Fonte

A escultura “Maria da Fonte” foi inaugurada a 15 de Setembro de 1920 para celebrar o “centenário da proclamação do regime liberal”, assinalando a revolta popular que se alargou por todo o país, conhecida por “Guerra da Patuleia”, motivada pela proibição dos enterros nas igrejas. Nesta escultura, Costa Mota, evoca o “movimento popular libertador”.

Resumo da entrega do catálogo da exposição Lisboa Republicana: Roteiro Patrimonial


Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura

Era uma vez um rapazinho muito pedinchão, que pediu a mãe para ir ao cinema. Como se tinha portado mal, a mãe não queria deixá-lo ir. E o menino insistia, insistia, insistia…- Ó mãe deixa lá!- Não. - Disse a mãe já zangada. -Mas porquê? Eu até tive boas notas!- Pensa lá bem no que fizeste.O menino foi brincar, perecendo desistir do cinema. Passado um bom bocado, foi ter com a mãe de novo:- Ó mãe, eu queria tanto ir com os meus colegas ao cinema! Vá lá, vá lá, vá lá…O menino tanto insistiu e argumentou, que a mãe, farta de o ouvir, lá o deixou ir e até lhe deu dinheiro para o bilheteSe tivermos persistência, sempre podemos alcançar os nossos objectivos.

Armazéns Grandella

Os Armazéns Grandella eram propriedade do Sr. Francisco Grandella, que os inaugurou no ano 1907, inspirando-se nos grandes armazéns de Paris e Londres. O edifício possuía 11 pisos a contar da rua do Ouro e 6 a contar da rua do Carmo e foi projectado pelo Arquitecto francês George Demay. Manteve-se um exemplo de comércio moderno, sendo frequentado por pessoas de alta sociedade. Na madrugada de 28 de Agosto de1988, deflagrou um grande incêndio nos vizinhos Armazéns do Chiado, causando o fim de ambos os estabelecimentos. Mais tarde o Grandella foi reconstruído, dando origem a lojas de comércio. Preservaram-se os símbolos do proprietário: o relógio, que continha num dos lados uma mulher (simbolizando a verdade) e no outro um homem (símbolo do comércio), e o seu lema ”E segue sempre o bom caminho”.

Texto elaborado no seguimento da visita à exposição Lisboa Republicana: roteiro patrimonial. Fotografia de Kurt Pinto, 28-08-1940, Arquivo Fotográfico Municipal

22 de fevereiro de 2010

A Escultura Do Adamastor



A Escultura do Adamastor, do autor Júlio Vaz Júnior, foi inaugurada a 10 de Junho de 1927, apesar de pensada na I República. Ilustra o tema do Adamastor de forma dramática, representando as dificuldades dos portugueses em passar o Cabo da Boa Esperança na Época dos Descobrimentos.


Localiza-se no miradouro de Santa Catarina, e apresenta numa lápide uma passagem do poema Carmoniano.

resumo da entrada do catálogo da exposição Lisboa Republicana: roteiro patrimonial Foto de Fernando Mortinez Pozal

20 de fevereiro de 2010

Zé Povinho nasceu há 135 anos!

O Zé Povinho e a Maria Paciência (sua cara metade), são duas figuras simbolo do povo português, criadas e imortalizadas pelo caricaturista e ceramista Rafael Bordalo Pinheiro.

Zé Povinho (célebre pelo seu manguito), surgiu pela primeira vez em 1875, representando o português típico de outrora: barrigudo, amante do vinho e da açorda, trajado com calças remendadas e botas rotas, que vive oprimido, crítico e maldizente com a política e a economia capitalista.

Ficou inscrito na história da imprensa como um símbolo do jornalismo apaixonado, como alguém que está sempre do lado dos que não têm voz, nem poder.
O Zé Povinho foi utilizado várias vezes pela propaganda política republicana, de forma a mostrar como o regime monárquico sobrecarregava o Povo Português.

A inseparável Maria Paciência (cheia de paciência para aturar o seu pouco convencional "marido" o Zé Povinho), surgiu no jornal "Os Pontos nos ii",mas aí com o nome de A velha dos pontos nos ii.,, velha alfacinha alcoviteira, da qual todos nós partilhamos uma costela.
Também ela seria uma esposa resignada numa sociedade machista, com uma capacidade infindável para suportar vários males, incómodos e dificuldades (próprios da educação feminina incutida até aos anos 70 do século XX).
Descubra mais sobre estas duas interessantes personagens que permanecem actuais!!
Para ver, clicar:

Lisboa em postais antigos (anos 50, 60 e 70)

Não deixem de passear por: http://postaisportugal.canalblog.com/albums/region___lisboa/index.html

É fantástico!!

19 de fevereiro de 2010

Portugal dos Pequenitos faz 70 anos !

Inaugurado em 1940 na cidade de Coimbra, o Portugal dos Pequenitos é um parque lúdico que retrata a portugalidade no mundo, através da arte escultórica e arquitectónica em miniatura. Nele podemos ver, por exemplo, os principais monumentos nacionais desde o Minho ao Algarve.
É ainda hoje um referencial histórico e pedagógico de muitas gerações.
Se há muitos anos não visita o Portugal dos Pequenitos, faça uma viagem no tempo até às origens dos nossos avós...

15 de fevereiro de 2010

Cine-Chiado Terrasse


O cinematógrafo foi uma grande invenção do século XX, tornando acessível um espaço de lazer a muitas pessoas por praticar preços baixos. Os espectáculos eram anunciados por uns carrinhos puxados por cavalos.O edifício do Chiado Terrasse abriu portas em Outubro de 1908. Terá sido o primeiro edifício contraído em Lisboa especificamente para este efeito, da Arq. Tertuliano de Lacerda Marques, por iniciativa do empresário Sabino de Sousa Júnior. Apesar da qualidade do edifício, este sofreu várias obras de ampliação, tendo em vista a apresentação de novas atracções. Hoje em dia, uma sucursal da Caixa Geral de Depósitos ocupa este edifício. O cinema continua a atrair público, mas as salas são mais pequenas a fim de poderem oferecer maior variedade.

Texto elaborado no seguimento da visita à exposição Lisboa Republicana: roteiro patrimonial. Fotografia de Joshua Benoliel, 1911, Arquivo Fotográfico Municipal

10 de fevereiro de 2010

Pinturas





























































Anúncios e Revistas muito giros dos anos 40 a 70

9 de fevereiro de 2010

Quando é velho o cão, se ladra é porque tem razão

Era uma vez um senhor, já de idade avançada, que, devido à sua experiencia de vida e profissional, era uma pessoa muito sábia. Por vezes, os mais novos da sua aldeia pediam-lhe conselhos sobre as mais variadas situações da vida.
O seu filho, que vivia na cidade, decidiu trazer o pai consigo para casa, pois preocupava-se por deixá-lo sozinho com tamanha idade. Um dia, o filho teve problemas no emprego, que começaram também a afectar o seu relacionamento familiar. O pai, ao perceber os problemas do filho, chamou-o e aconselho-o. O filho achou que o pai já era velho, que não percebia nada da vida moderna na cidade e não aceitou seus conselhos, ficando até aborrecido por o pai se estar a meter na sua vida. E cada vez mais o filho afundava-se nos seus problemas, sem ver soluções. O pai continuava a aconselhá-lo. Por fim, o filho, depois de tanta insistência do pai, resolveu seguir os seus conselhos. Alguns meses depois começou a ver os resultados positivos. Desde aí, o filho sempre que precisava de tomar uma decisão falava primeiro com o pai.

[história elaborada pela Maria José a partir do provérbio popular de tradição portuguesa]

O namoro à antiga

Há cerca de 50 anos atrás, o namoro era vivido de maneira diferente, cheio de rituais que entretanto se perderam.
Para namorar, uma menina em idade casadoira tinha de ter o consentimento dos pais. Para sair à rua, tinha de levar os irmãos mais novos para a acompanhar.
O namorado podia visitar a namorada em casa dos pais dela (nunca o contrário!). Ficavam sentados na presença dos pais e, quando se ia embora, os pais e a namorada acompanhavam-no à porta para se despedirem.
Por vezes, a menina ficava à janela a olhar para o seu namorado: era o namoro à janela. Também se trocavam bilhetes de amor.
Na altura dos bailes, os rapazes pediam aos pais se podiam dançar com as suas filhas. Os pais ficavam sempre de olho no parzinho!
De vez em quando, roubava-se um beijinho (chamavam-lhe um beijo roubado).
Era um namoro cheio de jogos, regras e respeito que deixam muitas saudades a quem o viveu.
[Arquivo Municipal Fotográfico de Lisboa: autor desconhecido, 19--]