Bem Vindos

Olá!

Queremos dar as boas vindas a todos os visitantes.

Somos um grupo de formandas e formadores do curso de Educação e Formação de Adultos - Agente em Geriatria e vamos aqui apresentar o nosso tema de vida “Conta-me como era…”.

Estamos a realizar uma pesquisa sobre variadíssimos temas do século XX, incluindo o quotidiano, a vida familiar, a saúde e os acontecimentos nacionais e internacionais mais marcantes.

No final vamos apresentar uma dramatização sobre este tema, onde iremos reviver a vida nas ruas da Lisboa antiga. Convidamos todos os interessados a comentar.

Contem-nos como era e acompanhem-nos nesta viagem ao passado no comboio da saudade!

Estamos a fazê-lo com todo o gosto, esperamos que se divirtam.

22 de fevereiro de 2010

A Escultura Do Adamastor



A Escultura do Adamastor, do autor Júlio Vaz Júnior, foi inaugurada a 10 de Junho de 1927, apesar de pensada na I República. Ilustra o tema do Adamastor de forma dramática, representando as dificuldades dos portugueses em passar o Cabo da Boa Esperança na Época dos Descobrimentos.


Localiza-se no miradouro de Santa Catarina, e apresenta numa lápide uma passagem do poema Carmoniano.

resumo da entrada do catálogo da exposição Lisboa Republicana: roteiro patrimonial Foto de Fernando Mortinez Pozal

20 de fevereiro de 2010

Zé Povinho nasceu há 135 anos!

O Zé Povinho e a Maria Paciência (sua cara metade), são duas figuras simbolo do povo português, criadas e imortalizadas pelo caricaturista e ceramista Rafael Bordalo Pinheiro.

Zé Povinho (célebre pelo seu manguito), surgiu pela primeira vez em 1875, representando o português típico de outrora: barrigudo, amante do vinho e da açorda, trajado com calças remendadas e botas rotas, que vive oprimido, crítico e maldizente com a política e a economia capitalista.

Ficou inscrito na história da imprensa como um símbolo do jornalismo apaixonado, como alguém que está sempre do lado dos que não têm voz, nem poder.
O Zé Povinho foi utilizado várias vezes pela propaganda política republicana, de forma a mostrar como o regime monárquico sobrecarregava o Povo Português.

A inseparável Maria Paciência (cheia de paciência para aturar o seu pouco convencional "marido" o Zé Povinho), surgiu no jornal "Os Pontos nos ii",mas aí com o nome de A velha dos pontos nos ii.,, velha alfacinha alcoviteira, da qual todos nós partilhamos uma costela.
Também ela seria uma esposa resignada numa sociedade machista, com uma capacidade infindável para suportar vários males, incómodos e dificuldades (próprios da educação feminina incutida até aos anos 70 do século XX).
Descubra mais sobre estas duas interessantes personagens que permanecem actuais!!
Para ver, clicar:

Lisboa em postais antigos (anos 50, 60 e 70)

Não deixem de passear por: http://postaisportugal.canalblog.com/albums/region___lisboa/index.html

É fantástico!!

19 de fevereiro de 2010

Portugal dos Pequenitos faz 70 anos !

Inaugurado em 1940 na cidade de Coimbra, o Portugal dos Pequenitos é um parque lúdico que retrata a portugalidade no mundo, através da arte escultórica e arquitectónica em miniatura. Nele podemos ver, por exemplo, os principais monumentos nacionais desde o Minho ao Algarve.
É ainda hoje um referencial histórico e pedagógico de muitas gerações.
Se há muitos anos não visita o Portugal dos Pequenitos, faça uma viagem no tempo até às origens dos nossos avós...

15 de fevereiro de 2010

Cine-Chiado Terrasse


O cinematógrafo foi uma grande invenção do século XX, tornando acessível um espaço de lazer a muitas pessoas por praticar preços baixos. Os espectáculos eram anunciados por uns carrinhos puxados por cavalos.O edifício do Chiado Terrasse abriu portas em Outubro de 1908. Terá sido o primeiro edifício contraído em Lisboa especificamente para este efeito, da Arq. Tertuliano de Lacerda Marques, por iniciativa do empresário Sabino de Sousa Júnior. Apesar da qualidade do edifício, este sofreu várias obras de ampliação, tendo em vista a apresentação de novas atracções. Hoje em dia, uma sucursal da Caixa Geral de Depósitos ocupa este edifício. O cinema continua a atrair público, mas as salas são mais pequenas a fim de poderem oferecer maior variedade.

Texto elaborado no seguimento da visita à exposição Lisboa Republicana: roteiro patrimonial. Fotografia de Joshua Benoliel, 1911, Arquivo Fotográfico Municipal

10 de fevereiro de 2010

Pinturas





























































Anúncios e Revistas muito giros dos anos 40 a 70

9 de fevereiro de 2010

Quando é velho o cão, se ladra é porque tem razão

Era uma vez um senhor, já de idade avançada, que, devido à sua experiencia de vida e profissional, era uma pessoa muito sábia. Por vezes, os mais novos da sua aldeia pediam-lhe conselhos sobre as mais variadas situações da vida.
O seu filho, que vivia na cidade, decidiu trazer o pai consigo para casa, pois preocupava-se por deixá-lo sozinho com tamanha idade. Um dia, o filho teve problemas no emprego, que começaram também a afectar o seu relacionamento familiar. O pai, ao perceber os problemas do filho, chamou-o e aconselho-o. O filho achou que o pai já era velho, que não percebia nada da vida moderna na cidade e não aceitou seus conselhos, ficando até aborrecido por o pai se estar a meter na sua vida. E cada vez mais o filho afundava-se nos seus problemas, sem ver soluções. O pai continuava a aconselhá-lo. Por fim, o filho, depois de tanta insistência do pai, resolveu seguir os seus conselhos. Alguns meses depois começou a ver os resultados positivos. Desde aí, o filho sempre que precisava de tomar uma decisão falava primeiro com o pai.

[história elaborada pela Maria José a partir do provérbio popular de tradição portuguesa]

O namoro à antiga

Há cerca de 50 anos atrás, o namoro era vivido de maneira diferente, cheio de rituais que entretanto se perderam.
Para namorar, uma menina em idade casadoira tinha de ter o consentimento dos pais. Para sair à rua, tinha de levar os irmãos mais novos para a acompanhar.
O namorado podia visitar a namorada em casa dos pais dela (nunca o contrário!). Ficavam sentados na presença dos pais e, quando se ia embora, os pais e a namorada acompanhavam-no à porta para se despedirem.
Por vezes, a menina ficava à janela a olhar para o seu namorado: era o namoro à janela. Também se trocavam bilhetes de amor.
Na altura dos bailes, os rapazes pediam aos pais se podiam dançar com as suas filhas. Os pais ficavam sempre de olho no parzinho!
De vez em quando, roubava-se um beijinho (chamavam-lhe um beijo roubado).
Era um namoro cheio de jogos, regras e respeito que deixam muitas saudades a quem o viveu.
[Arquivo Municipal Fotográfico de Lisboa: autor desconhecido, 19--]

8 de fevereiro de 2010

Bristol Club

Em Março de 1918, inaugurou o maior e mais concorrido night-club lisboeta. A sua clientela era atraída pelo luxo e animação, mas também pelos excessos que aí se praticavam, como o consumo de cocaína.
O Bristol era publicado nos principais semanários com ilustrações apelativas. Lisboa viveu assim a febre dos anos 20 ao nível de outras capitais ocidentais, acompanhando as transformações dos hábitos.

resumo da entrada do catálogo da exposição
Lisboa Republicana: roteiro patrimonial

(Zé)

Quanto mais alto se sobe, maior é a queda

Era uma vez um senhor muito ganancioso, que queria ser o director da empresa onde trabalhava. Não é que isso seja mau, mas o senhor, que se chamava José, era muito egoísta e passava por cima de tudo e de todos para conseguir o que queria. O senhor José fazia muitas trafulhices e enganava os colegas com mentiras, falsificava documentos só para parecer ser o melhor trabalhador.
No fim de algum tempo, o senhor José conseguiu chegar onde queria. Era finalmente o director da empresa. Todos os seus colegas estavam indignados com a subida do senhor director. Por este motivo, e desconfiados que algo de estranho se passava, estavam sempre atentos aos passos do senhor José.
Um dia, descobriram uma grande falcatrua, que denunciaram às autoridades. O senhor José não só foi despedido, como foi mesmo preso!
Tanto quis, que tudo perdeu!
[história elaborada pela Cristina a partir do provérbio popular de tradição portuguesa]

Sopeiras e Magalas

Contaram-nos o seguinte:

Sopeiras era o nome dado às raparigas que vinham da província trabalhar para a cidade como empregadas domésticas internas. Os tropas destacados nos quartéis em Lisboa eram conhecidos por Magalas. Em Lisboa, capital do pais e cidade com maior população, concentrava-se muitas sopeiras e magalas.
Os magalas costumavam andar atrás das sopeiras para as namorarem. Gostavam muito de passear no Parque Eduardo VII. Apesar de namorarem com qualquer tropa, as sopeiras preferiam os tropas graduados. Embora alguns destes namoros não fossem levados a sério, muitos acabariam em casamento.

Grão a grão enche a galinha o papo

D. Inês era muito pobre e preocupava-se muito se poderia ter, no dia seguinte, dinheiro para comprar os bens que necessitava. Como tal, todos os dias guardava uma pequena parte do pouco dinheiro que possuía.
Passados alguns anos, D. Inês resolveu contar o dinheiro que tinha guardado e, para sua grande admiração, percebeu que tinha economizado uma pequena fortuna. Muito feliz exclamou:
- Uau! A minha persistência valeu a pena e, depois de tantas privações, vou finalmente viver de forma desafogada. Quem sabe se não poderei fazer uma viagem para poder finalmente descansar!?
Moral da história: Com persistência e bom senso pode economizar-se um belo pé-de-meia.
[história elaborada pela Rosália a partir do provérbio popular de tradição portuguesa]

7 de fevereiro de 2010

Site

Muito engraçado para vêr anúncios/programas de TV e outros na televisão dos anos 70.
www//conta-mecomofoi.blogspot.com

6 de fevereiro de 2010

Dia dos namorados


Conta-me como eram as cartas de amor...